CryptoRave 2026

Júlia Caldeira

Bacharela em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais e mestre pela mesma organização. É Analista de políticas públicas do Programa de direitos digitais e telecomunicações no Instituto de Defesa de Consumidores (IDEC). É membra da Coalizão de direitos na rede.


Sessões

09/05
13:00
110min
O golpe tá AI, cai quem quer
Lucas Lago, Júlia Caldeira, Lauro Accioly

No final de 2025, documentos internos da Meta foram vazados, divulgando dados relevantes sobre sua receita, tal como que anúncios de golpes e produtos ilegais renderam um valor de $16 bilhões à empresa. O ocorrido ilustra como o atual modelo de negócios das plataformas digitais prioriza o lucro em detrimento à segurança dos usuários. Ao invés de serem desenvolvidos mecanismos mais apurados em relação à política de anúncios e moderação de conteúdo, observa-se apenas a adoção de medidas ineficientes ou mesmo uma inércia por parte dos provedores. Em paralelo, usuários estão sendo enganados a todo momento, com destaque para o uso de deepfakes nos casos, que os deixam mais sofisticados e assim somam vítimas com diferentes níveis de letramento digital. Em sua diversidade, há golpes que miram famílias de baixa renda ou programas do governo (tal como o Desenrola Brasil); há aqueles que se aproveitam do uso de deepfakes, malwares e marketplace falso ou mesmo casos voltados para enriquecimento rápido e com pessoas famosas. Nessa oficina, pretendemos explorar o tema descrito em dois momentos: um primeiro expositivo, de apresentação do tema, e outro prático, em que serão abordadas boas práticas, cuidados digitais e maneiras de identificar anúncios fraudulentos.

Governança e regulamentação da internet
Chelsea Manning (Auditório)
09/05
16:00
50min
Lançamento da campanha “Quem vê cara, não vê permissão” - contra o uso de dados biométricos
Júlia Caldeira, Jose Vitor Pereira Neto

A biometria facial é um dado pessoal sensível. Apesar disso, sua solicitação ocorre diariamente em estádios de futebol, condomínios e mesmo na segurança pública. Esse uso invasivo e constrangedor ocorre sem fiscalização adequada e sem considerar o consentimento dos indivíduos. O resultado é um potencial de alto risco, contemplando possíveis vazamentos de dados e consequências voltadas à discriminação em massa de pessoas já marginalizadas.

Em vista a esse contexto, o Instituto de Defesa de Consumidores (IDEC) lança a campanha “Quem vê cara, não vê permissão”, fundamentada em ações já realizadas pelo Instituto. Dentre elas: denúncias ao sistema de reconhecimento facial do Gov.br; a vitória contra a imposição de biometria facial em condomínios e pressões à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A campanha pretende informar e convocar os consumidores para a pauta, tornando-os cada vez mais conscientes dos riscos diários, possíveis respostas e atos de resistência. O IDEC intensificará suas ações de luta e incidência política, mobilizando os atores envolvidos e cobrando a responsabilização das empresas violadoras de direitos.

O lançamento da campanha será um primeiro momento de apresentação e convite para que as pessoas interessadas se envolvam e sigam acompanhando as ações do IDEC.

Últimos avanços e vulnerabilidades em segurança da informação e privacidade
Tula Pilar (piso térreo)