Deepfakes, gênero e poder: desafios técnicos e regulatórios para enfrentar a violência facilitada por tecnologias
Marina Meira
A crescente disseminação de aplicações de deepfake tem aprofundado dinâmicas de violência de gênero no ambiente digital, com impactos que transbordam para o mundo offline. Esta mesa redonda propõe discutir os deepfakes como uma forma emergente de violência facilitada por tecnologias, articulando perspectivas técnicas e regulatórias a partir de uma abordagem baseada em direitos humanos e interseccionalidade.
A partir de pesquisas recentes, como a realizada pela organização peruana Situada, que analisou 105 aplicativos de deepfakes em lojas digitais e evidenciou padrões de opacidade, estereotipação de gênero e ausência de salvaguardas efetivas, e o guia desenvolvido pela Derechos Digitales em parceria com o UNFPA sobre como desenvolver ou reformar marcos legais para enfrentar a violência de gênero facilitada por tecnologia, o debate abordará os limites das respostas atuais.
A mesa reunirá especialistas com expertises diversas para refletir sobre temas como consentimento, responsabilidade das plataformas, desenho de sistemas e caminhos regulatórios possíveis, buscando construir uma agenda que enfrente a violência e as desigualdades de gênero de maneira sem comprometer outros direitos fundamentais.
Tecnologia e interseccionalidades - gênero, sexualidade, raça, e classe
Ada Lovelace (Sala Silenciosa no 2º piso)