CryptoRave 2026

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19:00
19:00
50min
Mesa de abertura: Crypto Raízes contra o fim do mundo: 10ª edição da CryptoRave

Em sua 10ª edição, a CryptoRave abre espaço para refletir sobre resistência, autonomia e futuros possíveis a partir das nossas raízes.

Tecnopolítica
Chelsea Manning (Auditório)
20:00
20:00
50min
A nova tokenização da velha guerra: armas autônomas e ciberguerra
Walter Lippold, Deivison Faustino, Cian Barbosa

Cian Barbosa (Unifesp/UFRJ, colunista Opera Mundi), Deivison Faustino (USP, coautor de Colonialismo Digital) e Walter Lippold (UFRGS, coautor de Colonialismo Digital).
Essa mesa aborda três aspectos intrigantes das ciberguerras atuais: 1.⁠ ⁠a infraestrutura digital como extensão do complexo industrial militar 2.⁠ ⁠⁠a mudança de paradigma dos sistemas autônomos de armas (AWS) para a sistemas totalmente autônomos de armas (FAWS) e 3.⁠ ⁠⁠a dialética cibernética-cinética das novas tecnologias de morte. Os casos recentes de emprego de armas autônomas na indústria da morte, reflete uma tendente dissolução das fronteiras entre civil e militar, cinético e cibernético, de tal forma que podemos considerar todo o relevo digital como um campo onde ambas esferas coexistem simultaneamente. Esses sistemas são desenvolvidos para dinamizar e acelerar a chamada kill chain, literalmente a cadeia de produção da morte em organização industrial-militar, articulando o processo em escalas, do local ao global. Eles integram Big Data com informações de perfis pessoais nas redes, até a triangulação de dados geo-espaciais, para selecionar suspeitos e determinar execuções. Nessa integração, utilizam-se ativamente as I.A.s mais populares, como o ChatGPT, da empresa OpenAI, que firmou um contrato de 200 milhões de dólares com o governo Trump.

Tecnopolítica
Chelsea Manning (Auditório)
20:00
1250min
ATMOsons
stefanin.art.br, Ricardo Cezario

Condições atmosféricas convertidas em experiência sonora. O projeto investiga a relação entre sociedade, ambiente, dados e som a partir de um sistema que transforma informações meteorológicas em paisagens sonoras moduladas que interagem e evoluem em tempo real.
A base sonora é construída a partir de captações de campo, posteriormente processadas e reorganizadas por meio de escolhas estéticas com o uso de samplers e sintetizadores.
Dados como temperatura, vento e chuva atuam como agentes de modulação contínua, alterando o comportamento e a estrutura do som. O sistema passa a operar em diálogo direto com as condições do ambiente. A instalação se desenvolve a partir dessa dinâmica, na qual diferentes camadas de interferência se sobrepõem: a captação do ambiente, o processamento técnico e a ação dos dados em tempo real. O trabalho explora, assim, a relação entre o orgânico e o programado, entendendo natureza, sociedade, cultura e tecnologia como dimensões que se atravessam e se transformam continuamente.

Artes e Tecnologias - Instalações e intervenções artísticas relacionadas à privacidade e tecnologias livres
Instalações permanentes (2º piso da Biblioteca)
20:00
50min
Ad-blocking: porque devemos fazer
Fernao Vellozo

Aproximadamente 25% das pessoas usa algum tipo de tecnologia para bloquear anúncios direcionados na internet. A grande questão é como viabilizar o uso dessas tecnologias pelos os outros 75% das pessoas.

Oficinas de instalação e uso de ferramentas de comunicação segura, privacidade e proteção de dados
Ian Murdock (Sala Multiuso no térreo)
20:00
50min
Dados e políticas espaciais: o caso do Semiárido Brasileiro
Leonel Olimpio

Qual a relação entre dados e políticas espaciais? Como a forma como criamos informações, a serviço de quê as manejamos e de que modo elas influenciam políticas implementadas em territórios? Essa apresentação pretende fazer uma análise das tensões e nuances dessas relações no território do Semiárido Brasileiro, a partir de arquivos, dados e informações adquiridas em diversas instituições que atuam na região, como o DNOCS, SUDENE e ANA. Utilizando esses dados para construir mapas e questionar a maneira como tais políticas têm sido implementadas, buscamos não apenas descrever os métodos de obtenção e tratamento das informações, mas também discuti‑los a partir de princípios de software livre e open-source.
A força estatal para confeccionar dados e informações é conhecida, porém, é importante também perguntarmos como essa força se sustenta e nos impacta. Como o controle de dados tem se atualizado nas políticas espaciais do Semiárido? Desde a construção de açudes a instalação de data-centers na região, o Semiárido é permeado por diversas intervenções que nos permitem analisar e pensar a relação entre a maneira com que políticas se materializam no espaço e como dados são usados como ferramentas discursivas.

Crise climática, justiça ambiental e infraestruturas autônomas
Tula Pilar (piso térreo)
20:00
50min
Disforia Digital: corpos, desejo e algoritmos no regime tecnopolítico
Eduardo Liron, Fernanda Gomes

Partindo das problematizações levantadas por Paul B. Preciado, esta atividade propõe uma reflexão sobre as tecnologias digitais como instrumentos tecnopolíticos que impactam na produção de desejos e na formação de subjetividades. Nesse sentido, os algoritmos serão abordados como instrumentos de biogestão? que influenciam diretamente a constituição dos corpos e das formas de vida atuais. A partir de conceitos como tecnobiopoder e tecnocolonialidade, abordaremos como as tecnologias digitais influenciam a visibilidade, o reconhecimento e a autoimagem, gerando o que denominamos de “disforia digital”: uma desconexão entre corpo vivido, imagem e pertencimento. Em formato de conversa, a atividade articula reflexão crítica e experiências cotidianas, buscando tornar perceptíveis os modos como plataformas interferem na organização dos afetos e das relações. Alargando a concepção sobre segurança digital para questões subjetivas, buscamos pensar coletivamente práticas de resistência e reinvenção no interior desses sistemas.

Tecnopolítica
Ada Lovelace (Sala Silenciosa no 2º piso)
20:00
50min
Inventar el Presente para Futuros Desobedientes
priscilla purtschert

Inspirades en la ciencia ficción feminista, en 2025, abrimos un laboratorio vivo de encuentro entre personas trans, mujeres y activistas. La imaginación y los afectos se convirtieron en herramientas para construir juntes otras formas de conectarnos y pensar las tecnologías desde una mirada transfeminista.
Futuros Desobedientes es la creación sonora resultado de este proceso colectivo y donde, a través de la escucha, te convocamos a inventar el presente para futuros desobedientes.

Tecnologia e interseccionalidades - gênero, sexualidade, raça, e classe
Alan Turing (Sala de Exposições no 3º piso)
20:00
230min
O Mural do Silenciamento
Laura Rodrigues Falho dos Santos

A instalação não é apenas uma exposição de ofensas, mas uma denúncia da arquitetura das plataformas. Ela demonstra que a insegurança das mulheres não é uma falha do sistema, mas um subproduto de redes que lucram com o engajamento gerado pelo conflito e pelo ataque.

Artes e Tecnologias - Instalações e intervenções artísticas relacionadas à privacidade e tecnologias livres
Instalações permanentes (Saguão da Biblioteca - térreo)
20:00
350min
PATOLINO EM: ALL YOUR BASE ARE BELONG TO US.
João, Yuri

Você já ouviu a frase: "Te hackeio em 1 minuto"? Se sim, provavelmente sabe que era uma mentira. Mas prepare-se para uma surpresa: desta vez, é verdade! Você pode aprender a hackear um computador em menos de um minuto.

Antes de começarmos, é importante esclarecer que ninguém ficará rico com isso. Estamos falando de uma ferramenta simples, mas poderosa, que pode ser utilizada para invadir computadores em um tempo tão curto quanto uma ida ao banheiro. E, sim, você aprenderá a usá-la em nossa oficina!

Hacking e exploração dos limites da internet
Install Fest (Sala Silenciosa no 2º piso)
20:00
50min
[IA] Inteligências ancestrais: encruzilhadas, artes e redes sociais
Larissa Macêdo

A palestra abordará como artistas negros brasileiros atuam como agentes críticos no hackeamento, remixagem e reprogramação simbólica de sistemas algorítmicos por meio de suas práticas artísticas compartilhadas nas redes sociais. Situada nas encruzilhadas entre arte, inteligência artificial (IA) e plataformas sociais digitais, a atividade se apoia em sistemas de conhecimento ancestrais, perspectivas contracoloniais e formas de resistência política e criativa para demonstrar como as redes sociais podem ser disparadores de outras perspectivas artísticas e comunicacionais. Práticas artísticas que confrontam as lógicas hegemônicas de visibilidade algorítmica e desafiam a infraestrutura tecnocolonial das redes sociais. A encruzilhada aparece como princípio que articula a rede social como território e enquanto "boca que tudo come", conceito inspirado em Exu Enugbarijó desenvolvido por Larissa Macêdo, para traçar as ambivalências presentes nos sistemas de IA. Com isso, é possível demonstrar como a encruzilhada permite compreender processos comunicacionais que desafiam as relações de poder em espaços digitais a partir de uma perspectiva afrodiaspórica que ativa outras formas de compreender e de lidar com esses sistemas.

Artes e Tecnologias - Instalações e intervenções artísticas relacionadas à privacidade e tecnologias livres
Terraço (3º piso)
21:00
21:00
50min
A Cadeia Que Quebra Por Dentro: Ataques de Software Supply Chain Para Quem Não É Expert
Emanuel Lima

Imagine instalar uma ferramenta de segurança que, na verdade, está te espionando. Em março de 2026, isso aconteceu com o Trivy, um dos scanners de vulnerabilidades mais usados no mundo. Atacantes comprometeram o repositório oficial no GitHub e publicaram uma versão maliciosa que, silenciosamente, roubava credenciais de nuvem pública, chaves SSH e tokens de Kubernetes de ambientes de CI/CD ao redor do mundo. Dias depois, o LiteLLM, uma biblioteca Python amplamente utilizada para integrar aplicações com modelos de inteligência artificial, também foi comprometido via PyPI, com versões maliciosas que executavam um roubo de credenciais automaticamente — sem nenhuma interação do usuário. Como consequência em cascata, o ataque ao Trivy originou o CanisterWorm, um worm que se propagou por mais de 66 pacotes npm, infectando sistemas de dezenas de desenvolvedores. Esta palestra apresenta o que são ataques de supply chain de software, porque eles são tão perigosos e suas possíveis mitigações.

Últimos avanços e vulnerabilidades em segurança da informação e privacidade
Ian Murdock (Sala Multiuso no térreo)
21:00
110min
Exploração de falhas e como mitigar
Lucas Villela Canôas

Utilizando um pouco de programação podemos conseguir acesso à dados que não deveríamos, como explorar algumas vulnerabilidades, mas mais importante que isso: como mitigá-las?

Hacking e exploração dos limites da internet
Alan Turing (Sala de Exposições no 3º piso)
21:00
110min
Por uma crítica à digitalização da saúde: geopolítica, poder e cuidado em tempos de colonialismo digital
Deivison Faustino, Marcelo Fornazin, Letícia Gabrielle Souza

O campo da saúde vem sendo profundamente transformado pelas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). A combinação inédita de uma ampla disponibilidade de dados sobre a vida e a experiência humana, associada ao aumento no poder computacional acessível e reprodutível, tem permitido o aperfeiçoamento exponencial das práticas de diagnóstico, gestão e análise de dados e, ao mesmo tempo, desafia noções já consolidadas de cuidado, bem-estar e saúde.

No entanto, há uma crescente preocupação e evidência de que essas tecnologias podem incorporar e amplificar vieses sociais diversos baseados em gênero, raça, língua, território, etc. Ao mesmo tempo, a plataformização da saúde abre precedentes para novas formas de exploração do trabalho, expropriação de biodados, e a datificação comercializada da saúde física e mental. O conceito de colonialismo digital problematiza a dependência tecnológica de países em desenvolvimento às Big Techs.

Essa mesa busca debater as contradições sociais e econômicas e geopolíticas próprias à chamada “digitalização da saúde”

Tecnopolítica
Terraço (3º piso)
21:00
50min
Tudo o que era sólido se desmancha online
Silvio Rhatto, Memórias Táticas

Histórias da internet dissidente no "Brasil"!

Conversa para contar histórias de movimentos, coletivos, artistas e rolês ativistas que interagiram no ciberespaço brasileiro. Não se preocupe em voltar atrás e buscar o que esqueceu!

Tecnopolítica
Chelsea Manning (Auditório)
21:00
50min
Usar ChatGPT é o mesmo que fazer uma busca no Google? Os impactos escondidos nos bastidores do código e do uso desses serviços.
Cássia Sampaio

Nessa palestra, iremos mostrar o que acontece por debaixo dos panos quando usamos um modelo de IA generativa, tanto a nível de código quanto de impacto político-social e quais seriam alternativas viáveis. Faremos uma comparação entre esse uso e uma busca na web.

Tecnopolítica
Tula Pilar (piso térreo)
21:00
50min
mal-estar digital
luisa bagope

Nossa relação com a tecnologia digital, embora pareça próxima e íntima, muitas vezes se mostra desconectada de nossos desejos, valores e formas de viver, refletindo escolhas de quem projeta essas ferramentas sem considerar a diversidade de experiências e necessidades ao redor do mundo. Criar espaços de desabafo para compartilhar frustrações, raiva e refletir sobre os impactos dessas tecnologias em nossos corpos e na sociedade ajuda a quebrar o silêncio sobre efeitos frequentemente ignorados, permitindo compreender coletivamente como afetam indivíduos, relações sociais e saúde mental, revelar padrões invisíveis no discurso dominante e abrir caminhos para práticas mais críticas, saudáveis e alternativas no cotidiano digital.

Artes e Tecnologias - Instalações e intervenções artísticas relacionadas à privacidade e tecnologias livres
Ada Lovelace (Sala Silenciosa no 2º piso)
22:00
22:00
110min
Dados, poder e infraestrutura: quem produz o digital público?
Adriano de Carvalho Mendes, Thiago Guain

Esta mesa redonda propõe discutir como as Infraestruturas Públicas Digitais (IPDs) estão transformando a relação entre Estado, dados e direitos no Brasil e no Sul Global. A partir do conceito de “ecossistema de dados sociais”, a atividade analisa como informações pessoais circulam entre órgãos públicos e estruturam políticas como previdência e assistência social, impactando diretamente o acesso a direitos.
O debate evidencia que a digitalização do Estado não é neutra: ela pode ampliar desigualdades ao afetar de forma distinta grupos sociais, especialmente populações em situação de vulnerabilidade. Ao mesmo tempo, a mesa incorpora o debate da geração cidadã de dados, destacando iniciativas da sociedade civil que buscam democratizar a produção e o uso de dados, valorizando saberes territoriais e fortalecendo a incidência política.
Ao colocar em diálogo essas dimensões, a atividade tensiona a centralização e a opacidade dos sistemas digitais e propõe refletir sobre caminhos para uma governança mais democrática, transparente e orientada por justiça de dados. O objetivo é contribuir para que a transformação digital do Estado esteja comprometida com a garantia de direitos e a redução das desigualdades.

Tecnopolítica
Chelsea Manning (Auditório)
22:00
50min
Ecos no Espectro: uma jornada por rádios invisíveis e o que aprendemos ao tentar escutá-los
Zeilane Fernandes, Troian

Esta oficina apresenta uma experiência prática de pesquisa da Equipe de Tecnologia do Nupef com TV White Spaces (TVWS) e comunicação em frequências sub-GHz, explorando como o acesso ao espectro de rádio se relaciona com autonomia tecnológica, privacidade e infraestruturas de comunicação descentralizadas.

A atividade combina relato técnico e demonstração de equipamentos utilizados para observar, analisar e interagir com sinais de rádio, como SDRs, analisadores de espectro e transceivers. A partir dessa prática, discute-se como diferentes tecnologias ocupam o espectro e quais possibilidades existem fora das redes tradicionais centralizadas.

A proposta busca aproximar as pessoas participantes de ferramentas e conhecimentos que permitem compreender e experimentar formas alternativas de comunicação, conectando prática técnica com temas centrais da CryptoRave.

Crise climática, justiça ambiental e infraestruturas autônomas
Tula Pilar (piso térreo)
22:00
50min
Guía para crear una Red Transhackfeminista Latinoamericana
NicoleM, Kime, solardata

Taller para crear redes transhackfeministas latinoamericanas. A partir de la experiencia del ETDD, que nació de la necesidad urgente de conectar luchas de organizaciones y activistas independientes de Centroamérica, la Zona Andina y el Cono Sur, compartiremos una guía paso a paso para tejer, desde lo local hacia lo regional, una articulación transhackfeminista que desafíe las fronteras geográficas.

Somos un espacio autoconvocado, horizontal y creativo, donde la tecnología es territorio de disputa y cuidados. Nuestra historia juntes ha demostrado que la resistencia digital requiere estructuras comunitarias sólidas. Hemos mapeado contextos regionales diversos, consensuado acuerdos sobre prácticas colectivas y estamos en construcción de futuros colectivos para fortalecernos.

Este taller invita a otras redes a organizarse, encontrarse y construir infraestructuras propias de resistencia. En un contexto de vigilancia estatal y corporativa creciente, la privacidad y la seguridad son derechos humanos fundamentales. Nuestra propuesta integra género, sexualidad, raza y clase como ejes centrales del análisis tecnológico. No buscamos replicar modelos jerárquicos, sino fomentar la autonomía tecnológica y la solidaridad regional.

Tecnologia e interseccionalidades - gênero, sexualidade, raça, e classe
Ada Lovelace (Sala Silenciosa no 2º piso)
22:00
50min
Qubes OS (Conceito de Compartimento)
Fu7cr3m

Apresentar o qubes OS, o conceito de compartimento que o sistema mostra e falar como isso pode ajudar com a privacidade e segurança em operações de contra inteligência. A ideia é demostrar o sistema operacional, falar da sua história e uso por grupos que precisam de privacidade e ao mesmo tempo de compartimentos separados no mesmo sistema operacional

Oficinas de instalação e uso de ferramentas de comunicação segura, privacidade e proteção de dados
Ian Murdock (Sala Multiuso no térreo)
23:00
23:00
110min
<Tu pareja no es hacker> Un fanzine para desmitificar el hackeo de celulares y el análisis de forense
Martu

Amarelu y Martu el año pasado trabajaron juntes para crear el fanzine " Un fanzine para desmitificar el hackeo de celulares y el análisis de forense". En esta sesión nos gustaría compartir con la comunidad los aprendizajes de esta experiencia y dar unos algunos consejos para que le hacker puedas ser tu!

Sesión en portuñol, personas que hablan español y/o portugués son bienvenides!

Tecnologia e interseccionalidades - gênero, sexualidade, raça, e classe
Alan Turing (Sala de Exposições no 3º piso)
23:00
50min
Arquitetura da hostilidade: Por que as redes sociais não são espaços seguros para mulheres
Laura Rodrigues Falho dos Santos

Nesta palestra, investigamos como a misoginia digital não é um 'bug', mas um subproduto do modelo de negócios das Big Techs. Através de exemplos reais de ataques coordenados, doxing e silenciamento, vamos analisar como as interfaces, os algoritmos de recomendação e as políticas de moderação falham sistematicamente em proteger as mulheres.

Tecnologia e interseccionalidades - gênero, sexualidade, raça, e classe
Ada Lovelace (Sala Silenciosa no 2º piso)
23:00
50min
De iniciante a caçador de flags: como os CTFs transformaram minha forma de pensar segurança
mathecarv

Capture The Flag (CTF) é uma das formas mais práticas e acessíveis de aprender segurança da informação. Em vez de apenas estudar teoria, os participantes enfrentam desafios reais que exigem investigação, criatividade e pensamento crítico para encontrar vulnerabilidades e descobrir a “flag”. Nesta palestra, apresento minha jornada desde os primeiros contatos com CTFs até o desenvolvimento de uma mentalidade orientada à resolução de problemas em segurança ofensiva. Serão explicados os principais tipos de desafios encontrados em competições de CTF, incluindo web, criptografia, engenharia reversa, exploração binária e análise forense. Também serão apresentadas plataformas populares onde qualquer pessoa pode começar, como picoCTF, Hack The Box, TryHackMe e CTFtime. Durante a apresentação, será demonstrado o processo de resolução de um desafio real de CTF, mostrando como analisar o problema, explorar pistas e chegar à flag. Mais do que uma competição, os CTFs funcionam como um laboratório seguro para experimentar técnicas de hacking, desenvolver habilidades práticas e aprender segurança de forma divertida e desafiadora.

Hacking e exploração dos limites da internet
Ian Murdock (Sala Multiuso no térreo)
23:00
110min
Design Latino como ferramenta de combate ao Design Californiano
Onda.Social

No contexto das Big Techs, o UX Design tem servido principalmente para tornar experiências exploratórias mais palatáveis e desejáveis, ajudando a naturalizar a presença dessas plataformas no cotidiano. Alinhado à Ideologia Californiana, esse movimento sustenta a ideia de uma tecnologia neutra e universal, enquanto encobre interesses e relações de poder bem localizadas.

É a partir daí que propomos uma roda de conversa: não apenas criticar esse modelo, mas abrir espaço para outras formas de pensar e fazer tecnologia. A partir de perspectivas latino-americanas e práticas situadas, coletivas e críticas, busca-se evidenciar que existem caminhos dissidentes em construção. Mais do que denunciar o momento crítico em que vivemos, a proposta é imaginar e experimentar outros futuros, pensando o design não como suavizador de problemas, mas como ferramenta para criar novos mundos.

Tecnopolítica
Tula Pilar (piso térreo)
23:00
110min
O projeto Quilombo Sem Lixo e a Geração Cidadã de Dados no Quilombo Oxalá de Jacunday, Moju-Pará
Ruthelly Valadares

Esta mesa redonda se propõe confluir em roda, debatendo e apresentando os resultados do primeiro projeto de Geração Cidadã de Dados feito num Quilombo Amazônico. É o projeto Quilombo Sem Lixo,
um processo que foi construído integralmente no Quilombo Oxalá de Jacunday localizado no Território Quilombola de Jambuaçu, em Moju-PA com a coordenação e liderança de moradores do Quilombo que construíram seu próprio Plano de Geração Cidadã de Dados.

Crise climática, justiça ambiental e infraestruturas autônomas
Terraço (3º piso)
00:00
00:00
50min
Os datacenters vão beber toda água do mundo?
Diego Fernandes

Esta palestra explora o nexo entre água-energia-dados, analisa cenários futuros e discute soluções tecnológicas e regulatórias para manter as soberanias territoriais locais sobre os recursos ambientais.

Governança e regulamentação da internet
Ian Murdock (Sala Multiuso no térreo)
00:00
50min
Pegando o urso com as patas meladas: O que descobrimos monitorando um honeypot por meses e como você pode fazer o mesmo
Renan Scarpin, Gabriel Cruz, Gabriel Antunes

Vamos compartilhar tudo o que descobrimos monitorando um servidor honeypot que passou meses sendo atacado e coletando dados dos atacantes. Também vamos ensinar os participantes a como configurar seu próprio servidor honeypot para fazer o mesmo.

Últimos avanços e vulnerabilidades em segurança da informação e privacidade
Chelsea Manning (Auditório)
00:00
50min
Rios invisíveis, rotas reais: hackeando a mobilidade em São Paulo
Pedal Hidrográfico

São Paulo é atravessada por rios, mas muitos deles hoje estão invisíveis, canalizados ou ignorados pela lógica urbana dominante. E se, em vez de ignorá-los, a gente passasse a segui-los? A proposta é deslocar o olhar e enxergar os corpos hídricos como uma infraestrutura viva, capaz de orientar a mobilidade de forma mais intuitiva e sensível ao território.
Em vez de depender só de plataformas centralizadas e algoritmos pensados para carros, exploramos a geografia como interface: um sistema aberto, descentralizado e acessível. A partir da CangaMapa, mostramos como os caminhos da água revelam rotas mais favoráveis para ciclistas, considerando relevo, esforço e continuidade.
Também trazemos mapas 3D e ferramentas interativas que ajudam a visualizar essa lógica e aproximam diferentes níveis de familiaridade técnica. É nesse contexto que surge o Pedal Hidrográfico, uma prática coletiva que usa os rios como guia para pedalar pela cidade, promovendo reconexão com o território e questionando modelos de navegação.
A atividade compartilha experiências, levanta reflexões sobre autonomia e abre para troca. No fundo, é um convite a perceber o que já está dado: talvez o melhor caminho já exista, só não estamos olhando para ele.

Tecnologia e interseccionalidades - gênero, sexualidade, raça, e classe
Ada Lovelace (Sala Silenciosa no 2º piso)
00:00
450min
mal-estar digital

Instalação criada a partir da oficina "mal-estar digital" oferecida por luisa bagope às 21h no espaço Ada Lovelace.

Artes e Tecnologias - Instalações e intervenções artísticas relacionadas à privacidade e tecnologias livres
Instalações permanentes (Saguão da Biblioteca - térreo)
01:00
01:00
110min
ELKE; uma maravilha de ambiente criptografado com FreeBSD
vinícius (egypcio)

Esse trabalho será focado na instalação mais detalhada de um ambiente FreeBSD em servidor físico (ou virtual) a caráter duma prova de conceito; foca-se em oferecer um sistema com criptografia de disco que possibilite desbloqueio remoto via SSH (combinado com Tor onion services, ou não) -- o disco pode oferecer partições ou datasets ZFS criptografados (onde instalamos o sistema operacional, e/ou armazenamos dados sensíveis).

O material estará disponível em https://github.com/egypcio/cryptorave

Oficinas de instalação e uso de ferramentas de comunicação segura, privacidade e proteção de dados
Ada Lovelace (Sala Silenciosa no 2º piso)
01:00
50min
Ofuscação de código em arquivos ELF utilizando relocação
Joao Fukuda

O intuito da palestra é redescobrir e explorar, através da escrita manual de um arquivo ELF, uma técnica de ofuscação que abusa do mecanismo de relocação do formato para sobrescrever, em tempo de execução, o código armazenado em memória através do runtime linker com o objetivo de evadir detecção e dificultar a analise estática e dinâmica do programa.

Hacking e exploração dos limites da internet
Alan Turing (Sala de Exposições no 3º piso)
01:00
50min
Ozempic: um playground para scammers e data brokers
Matheus 'h4sh3r' Gaboardi

A popularidade de canetas emagrecedoras como Ozempic e Mounjaro explodiu nos últimos anos. Um mercado gigante surgiu ao redor dessa possível solução para perda de peso, mas trouxe também um terreno fértil para fraudes digitais e marketing predatório.
Anúncios falsos, campanhas de phishing e clínicas fantasmas compõe esquemas de coleta de dados médicos e identidades das vítimas.
Essa palestra apresenta análises de golpes sofridos por pacientes e pessoas que buscaram tais medicamentos, juntamente com a coleta de dados abusiva e estratégias utilizadas por grandes empresas para inferir compradores e seus comportamentos.

Hacking e exploração dos limites da internet
Chelsea Manning (Auditório)
01:00
50min
Python e RSYSLOG e Telegram: Monitoramento de usuários
Rodolfo Neves

Nesta sessão, você aprenderá a monitorar eventos de segurança em tempo real no Linux, identificar tentativas de força bruta e responder automaticamente utilizando UFW, além de receber alertas via Telegram.

Hacking e exploração dos limites da internet
Terraço (3º piso)
01:00
50min
Reimaginando o ideal de redes sociais conheça o Mastodon
Lucas Dias

Reimaginando o ideal de redes sociais conheça o Mastodon
explicando o uso do Mastodon para quem quer iniciar na rede social o porque você deveria começar

Governança e regulamentação da internet
Ian Murdock (Sala Multiuso no térreo)
01:00
50min
You Can't Clone a Qubit - Unless You Encrypt it First!
jullyanolino

Uma das poucas leis absolutas da mecânica quântica: você não pode copiar um estado quântico desconhecido (Exceto quando se criptografa um qubit primeiro).

A clonagem quântica criptografada, porém, é possível: qualquer número de cópias perfeitas de um qubit pode ser produzido, cada uma individualmente indistinguível de ruído aleatório, mas cada uma perfeitamente recuperável por quem possuir a chave de ruído completa. Esta palestra uma implementação funcional desse protocolo em hardware IBM Quantum, estende-o com uma análise completa de segurança adversária e o demonstra ao vivo.

A posse parcial da chave não oferece nenhuma vantagem — ter metade da chave é matematicamente idêntico a não ter chave alguma. Caracteriza-se o limite de ruído do hardware abaixo do qual a garantia de segurança se mantém em dispositivos NISQ reais. A demonstração pode ser executada em um computador quântico real em menos de 90 segundos.

Por fim, discute-se as consequências diretas para os protocolos de criptografia quântica atuais e futuros rumo à estruturação de uma Internet Quântica.

Hacking e exploração dos limites da internet
Tula Pilar (piso térreo)
02:00
02:00
50min
Como criar um servidor em casa
Cybervanin

Vou explicar o funcionamento de redes de computadores e como podemos transformar nosso hardware num servidor para contribuir com redes decentralizadas para que tenhamos uma internet mais privada, segura e com os usuários tendo o poder sobre seus dados.

Oficinas de instalação e uso de ferramentas de comunicação segura, privacidade e proteção de dados
Chelsea Manning (Auditório)
02:00
50min
Meshtastic: comunicação sem fio autonoma
tonyk, rzanoni

Nessa palestra vamos explorar o Meshtastic, uma plataforma/rede open-source feita por nós simples e baratos, que permite conectividade ponto para troca de mensagens e dados de telemetria em uma rede mesh ponto a ponto usando protocolos de rádio para transmissão em longa distância, sem o uso da internet ou qualquer infraestrutura de telecomunicações pré-existentes. Vamos apresentar a estrutura do projeto, seu estado atual, dispositivos que podem ser utilizados para conexão e faremos uma demonstração do seu funcionamento.

Hacking e exploração dos limites da internet
Ian Murdock (Sala Multiuso no térreo)
02:00
50min
Mitos e Verdades sobre Threat Intel
Anchises Moraes

A Inteligência de Ameaças Cibernéticas (Cyber Threat Intelligence, ou CTI) é uma disciplina em, Segurança da Informação que permite, às empresas, se antecipar aos ciber ataques e potenciais riscos. Vamos falar sobre o que é CTI e como as empresas podem utilizá-la de forma efetiva.

Hacking e exploração dos limites da internet
Tula Pilar (piso térreo)
02:00
110min
Musas do fim do mundo - Fantasma na Máquina
Lea Arafah, RItamaria

Tendo a improvisação como fio condutor do projeto, as artistas evocam suas sonoridades mais incomuns, do gutural ao sublime, do glitch ao absolutamente melódico, num jogo em que vozes, eletrônicos e contrabaixo se fundem, criando ambiências e paisagens das mais diversas: palavras, grooves, gritos, sussurros, arcadas profundas e harmônicos inebriantes desfilam diante dos ouvidos mais atentos aos mais distraídos, podendo até conduzi-los ao riso. O duo já se apresentou em diversos espaços dedicados à música experimental de São Paulo, como Casa Gramo, Casa Japuanga, Casa Elefante, Coletivo Digital, Porta, Lugar Sem Nome, entre outros.

Artes e Tecnologias - Instalações e intervenções artísticas relacionadas à privacidade e tecnologias livres
Terraço (3º piso)
03:00
03:00
50min
Hacking the AI: Attacking and Defending Large Language Models in the Real World
Willian Novaes

Aplicações baseadas em modelos de linguagem estão se tornando cada vez mais comuns, mas também introduzem novas superfícies de ataque que ainda são pouco compreendidas. Nesta palestra vamos explorar como sistemas que utilizam LLMs podem ser manipulados por meio de técnicas como prompt injection, jailbreaks e manipulação de contexto. A partir de exemplos práticos, discutiremos como esses ataques funcionam e quais abordagens podem ajudar desenvolvedores a projetar aplicações de IA de forma mais segura.

Últimos avanços e vulnerabilidades em segurança da informação e privacidade
Tula Pilar (piso térreo)
03:00
110min
Raio-X em arquivos: como inspecionar dados e programas
Fernando Mercês

Arquivos são a maneira como informações são agrupadas no mundo da computação. Essas informações podem ser dados (arquivos de texto, documentos PDF, fotos, etc) ou programas (arquivos executáveis, bibliotecas, drivers, etc). Eles constituem a base da computação tradicional e móvel (smartphones). No entanto, além de dados e instruções de programas, a maioria dos tipos de arquivos contêm metadados, normalmente ocultados da nossa visão, mas que podem conter informações sensíveis sobre quem gerou o arquivo, quando e em que ambiente computacional. Nesta oficina estudaremos como estes metadados são estruturados, como visualizá-los, removê-los e alterá-los se preciso. No final dela, você estará apto/a a responder às seguintes perguntas:

  • Sobre sua privacidade: o que os arquivos que compartilho estão levando de informações além das que eu ponho neles?
  • Sobre sua segurança: o que os arquivos que eu baixo trazem de informação além das que eu espero que eles tenham?

Isso será feito de forma prática, com o uso de editores hexadecimais e ferramentas de gerenciamento de metadados. Os conceitos para uso de tal ferramental serão explicados previamente.

Oficinas de instalação e uso de ferramentas de comunicação segura, privacidade e proteção de dados
Ian Murdock (Sala Multiuso no térreo)
03:00
50min
Rastros do Real: forense de infraestrutura, classificação e a produção técnica do real
Henri

Como tratar ambientes de produção informacionais? Para além das narrativas do que é o Real. Que tipo de técnica forense podemos conceber para perceber como o Real é produzido?

Esta palestra apresenta resultados parciais do projeto de pesquisa The End of the Real, vinculado ao programa Organismo 2026 (Museo Nacional Thyssen-Bornemisza / Domestic Data Streamers), que investiga a produção técnica de realidade em contextos de vigilância, desinformação e mídia sintética. A partir de pesquisa de campo em Lesbos e Atenas e de análise de operações de influência digital em todo o mundo, propomos uma abordagem forense: em vez de desmentir narrativas falsas, examinar as infraestruturas (sejam elas algorítmicas, físicas ou burocráticas) que determinam o que conta como fato.

Discutiremos sistemas de vigilância de fronteiras (Hyperion, Centaur), tecnologias de mensuração contestada e a fabricação industrial de consenso. A palestra cruza sociologia da ciência e tecnologia, etnografia de infraestruturas e teoria crítica para pensar o que significa "verificar" quando os próprios instrumentos de verificação fazem parte dessa infraestrutura hegemônica.

Tecnopolítica
Ada Lovelace (Sala Silenciosa no 2º piso)
08:00
08:00
50min
Airtags, redes colaborativas de localización y violencia de género facilitada por tecnología: ¿es posible un estándar que no se pretenda universal?
/raizcomun

En /raiz_comun (un pequeño grupo de estudio de sysadmines transfeministas) estuvimos estudiando sobre el grupo de trabajo DULT (Detecting Unwanted Location Trackers https://datatracker.ietf.org/group/dult/about/) de la IETF (Internet Engineering Task Force), ya que se encuentra desarrollando una serie de documentos para responder a un tipo de violencia de género facilitada por tecnología, como es el rastreo de localización utilizando dispositivos Bluetooth (como los AirTags).

En esta sesión nos gustaría compartir nuestros aprendizajes y reflexiones sobre este tema, así como preguntarnos en comunidad si es posible desarrollar un estándar que reduzca las amenazas de esta tecnología en casos de violencia de género, pero que atienda a los contextos de América Latina y otras regiones de la mayoría global.

/raiz_comun somos: Linda Fernández (Social TIC), PatyMory (MariaLab), Juliana Guerra (Independiente) y Martu Isla (independiente).

Tecnologia e interseccionalidades - gênero, sexualidade, raça, e classe
Ada Lovelace (Sala Silenciosa no 2º piso)
08:00
50min
Cibersegurança com autonomia: como a RNP capacita o Brasil com simulações de ataque e defesa
Rildo Souza

Nesta palestra, a ideia é apresentar o CiberRange, uma plataforma hiper-realista de simulação de ataque e defesa cibernética criada para apoiar o programa Hackers do Bem, do MCTI. Alinhada ao desafio de democratizar o conhecimento tecnológico e romper barreiras econômicas, a ferramenta é 100% virtualizada e dispensa infraestrutura cara por parte dos usuários. Vamos demonstrar como o uso de cenários práticos e gamificados (CTFs, Wargames) descentraliza o ensino de cibersegurança, ajudando a formar de maneira plural uma nova geração de profissionais para garantir a autonomia tecnológica e a soberania digital do Brasil.

Últimos avanços e vulnerabilidades em segurança da informação e privacidade
Chelsea Manning (Auditório)
08:00
110min
Em Cantos do Brasil: Soberania Cultural e Memória em Cinematic VR e WebXR
Grão – Cinema e Novas Mídias

"Em Cantos do Brasil" é uma experiência XR que utiliza Realidade Virtual Cinemática para documentar e preservar manifestações musicais populares (Festa do Divino, XV de Piracicaba e Batalha da Matrix). O projeto utiliza padrões abertos de WebXR para criar um museu virtual soberano, garantindo que a memória sociocultural brasileira seja publicizada de forma independente, sem a mediação de plataformas proprietárias ou algoritmos de vigilância. A obra foca na alta fidelidade sensorial (8K/Som Ambisonics) como ferramenta de defesa do patrimônio imaterial.

Artes e Tecnologias - Instalações e intervenções artísticas relacionadas à privacidade e tecnologias livres
Tula Pilar (piso térreo)
08:00
50min
Sobre polvos e papagaios: IA generativa e a ilusão do sentido
Miguel Said Vieira

A palestra abordará riscos relacionados a IA generativa textual, focando-se naqueles relacionados à ilusão de sentido linguístico. Serão explorados os argumentos de autoras como Shannon Vallor e Emily Bender; esta última argumenta que o caráter antropomorfizado dessas ferramentas nos leva a buscar atribuir sentido a tais textos, muito embora eles não possuam sentido em si -- em função de terem sido gerados sem intenção comunicativa, por meio de procedimentos estatísticos. Essa ilusão de sentido potencializa enormemente os riscos ligados às "enrolações" (também chamadas de "alucinações"), característica possivelmente inescapável desses modelos. A palestra concluirá apresentando alguns dos possíveis impactos socioculturais dessa ilusão, e com um debate a respeito de estratégias de enfrentamento.

Tecnopolítica
Ian Murdock (Sala Multiuso no térreo)
08:00
50min
Tomando um pouco de volta
Wandemberg Gibaut

Nessa palestra falaremos um pouco sobre os abusos no uso de dados para treinamento de LLMs por parte de grandes empresas, do processo de treinamento conhecido como “Distilação” e como o mesmo pode ser usado para extrair conhecimento de modelos já treinados para embutir em outros modelos.

Tecnopolítica
Alan Turing (Sala de Exposições no 3º piso)
08:00
260min
mal-estar digital

Instalação criada a partir da oficina "mal-estar digital" oferecida por luisa bagope às 21h no espaço Ada Lovelace.

Artes e Tecnologias - Instalações e intervenções artísticas relacionadas à privacidade e tecnologias livres
Instalações permanentes (Saguão da Biblioteca - térreo)
09:00
09:00
50min
"Tunando" o Navegador como Patrão: Ajustes, Truques e Técnicas para Navegação Segura
Celso Bessa

ajustes, truques e técnicas para uma navegação mais segura na Internet
Nesta oficina, voltada para pessoas com conhecimentos básicos ou intermediários, vamos ver ações práticas para configurar navegadores visando maior privacidade e segurança online, principalmente em computadores. Abordaremos desde ajustes básicos até estratégias de proteção contra rastreamento e coleta de dados por corretores de informação. O conteúdo inclui configuração de extensões (Privacy Badger, Ghostery, Facebook Container), uso de emails descartáveis via Proton/SimpleLogin, Firefox Relay e apelidos em Gmail, além de gerenciamento de permissões de localização e compreensão do modelo de publicidade baseado em vigilância.

Vamos partir de "vitórias rápidas" acessíveis a iniciantes e gradualmente adotar opções e configurações mais avançadas.

Oficinas de instalação e uso de ferramentas de comunicação segura, privacidade e proteção de dados
Ada Lovelace (Sala Silenciosa no 2º piso)
09:00
50min
Certificação Orgânica Participativa e Agroecologia no Território Digital
nádia, NicoleM

Essa proposta apresenta os Sistemas Participativos de Garantia (SPG) como tecnologias sociopolíticas chave para fortalecer a soberania alimentar na América Latina. Através das experiências de tecnologistas latinoamericanas (brasileira e argentinas), exploramos o histórico de nascimento dos SPGs, e sua potência como ferramentas com alta capacidade de replicabilidade e adaptação a distintos territórios. Essas ferramentas emergem desde articulações comunitárias, e desafiam modelos centralizados de certificação e validação. Os SPGs não apenas garantem práticas agroecológicas, mas também configuram infraestruturas coleticas baseadas na confiança e no cuidado.

Colocado o contexto dessas organizações sociais, discutimos o desenvolvimento de um sistema de gestão livre e de código aberto (https://speco.tekopora.top), que está em vias de ser consolidado como um recurso comum para a comunidade de SPGs brasileiros. Esse sistema foi co-construído pelo maior e pioneiro SPG da América Latina, Rede Ecovida, num processo contínuo que já leva mais de três anos. Nesse sentido, esta sessão traz a reflexão sobre o papel do cuidado no desenvolvimento participativo de tecnologias digitais para a agroecologia.

Num contexto de policrise e disputa pelos sentidos, os SPGs se colocam como uma solução tecnopolítica comunitátia que abre horizontes para imaginar e construir futuros coletivos mais justos e solidários.

Tecnopolítica
Edward Snowden (Auditório da Hemeroteca)
09:00
50min
Do Doxxing à Retificação: estratégias práticas para identificar e remover dados pessoais expostos na internet
SPECTRA

Esta palestra apresenta estratégias práticas para identificar e mitigar a exposição de dados pessoais na internet. A partir de exemplos reais de vazamentos e indexação de bases de dados, discutiremos como informações pessoais acabam sendo mantidas e disseminadas por empresas e serviços online.

Durante a apresentação será demonstrada uma ferramenta desenvolvida pelo coletivo SPECTRA, um coletivo de contravigilância e autodefesa digital focado em segurança da informação aplicada a direitos humanos. A ferramenta permite gerar notificações extrajudiciais baseadas na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para solicitar a correção ou remoção de dados pessoais mantidos por empresas.
O projeto foi desenvolvido especialmente para enfrentar situações recorrentes de exposição de dados sensíveis, como a persistência de nome de registro em bases corporativas após retificação civil. A ferramenta funciona inteiramente no navegador do usuário, gerando o documento localmente sem coleta ou armazenamento de dados.

O SPECTRA atua em parceria com organizações da sociedade civil e iniciativas institucionais na construção de ferramentas, oficinas e infraestrutura de segurança digital comunitária. O projeto é voluntário, sem fins comerciais, e busca ampliar o acesso a mecanismos de proteção de dados e autodefesa digital.

Tecnologia e interseccionalidades - gênero, sexualidade, raça, e classe
Ian Murdock (Sala Multiuso no térreo)
09:00
50min
Do oleoduto transiberiano à guerra do irã - uma curadoria dos ataques em infraestrutura crítica através dos anos
Diego de Alencar Souza

Com o advento dos computadores no período pós segunda guerra mundial, surgiu em conjunto um novo tipo de ameaça à soberania dos países, os ataques cibernéticos às infraestruturas críticas.
Estes ataques vêm evoluindo ano após ano, e tem o único objetivo de danificar e/ou inutilizar os sistemas essenciais à sociedade.
Assim, é crucial entender como estes ataques ocorreram, de forma a que possamos nos traçar estratégias e adequar a este novo tipo de ameaça.
O objetivo deste trabalho é apresentar os principais ataques que ocorreram, desde o primeiro ataque conhecido - a explosão do oleoduto transiberiano - até os últimos ataques que ocorreram durante a guerra do irã.

Tecnopolítica
Chelsea Manning (Auditório)
09:00
50min
Jogando com a Quebrada
Elaine Schmitt

Como um lab universitário (LEGH/UFSC) desenvolveu um jogo para PC realmente interessante sobre violência digital de gênero em parceria com o Terceiro Setor (Prototipando a Quebrada)

Atividades para crianças sobre segurança e tecnologias livres
Alan Turing (Sala de Exposições no 3º piso)
09:00
50min
Mantenha o Android Livre e Aberto
Diogo Didi, Cass

A partir de setembro de 2026, será necessário registrar-se e ter credenciais validadas pelo Google para desenvolver apps para a plataforma Android (e não apenas para inscrevê-los no Google Play). Se isso realmente acontecer, muitos Softwares e Aplicativos Livres e de Código Aberto (FLOSS), como os oferecidos pelo F-Droid ou mesmo distros como LineageOS, podem deixar de funcionar e até mesmo de existir. Venha debater e encontrar caminhos para impedir que seu celular Android se torne apenas um peso de papel (como são os celulares da Maçã).

Tecnopolítica
Aaron Swartz (Sala no 1º andar da Hemeroteca)
10:00
10:00
50min
$P inteligente? "smart cities", policiamento preditivo e redes de vigilância público-privada
Gabriella De Biaggi

O Smart Sampa é um programa de monitoramento eletrônico lançado em 2023, orgulhosamente descrito por seus proponentes como "o maior da América Latina", que tem transformado significativamente o alcance e papel das redes de vigilância em São Paulo, através da conexão de um número crescente de câmeras públicas e privadas a uma plataforma compartilhada. Além disso, a despeito das admitidas falhas no seu funcionamento e na falta de evidências concretas de qualquer melhoria em termos de redução dos "crimes", tal modelo tem se expandindo rapidamente para outras cidades da região metropolitana e além.
Mas como isso tudo começou? São Paulo está no caminho de se tornar uma "smart city"? E o que isso realmente significa?
Para tentar responder a essas perguntas (ou pelo menos ajudar a levantar outras mais), retornamos às origens dessa política de vigilância e monitoramento, analisando os agentes e interesses envolvidos na sua implementação. Além disso, procurando contextualizar essa política específica em relação a tendências mais amplas, discutimos os próprios fundamentos que dão sustentação ao programa: o policiamento preditivo e a ideia das cidades inteligentes.

Tecnopolítica
Alan Turing (Sala de Exposições no 3º piso)
10:00
50min
Códiga Rebelde: Guía de cuidados digitales para activistas
Kelly Pariona Lagos, Lorena Mendoza

Códiga Rebelde: Guía de cuidados digitales para activistas
Activistas de Arequipa, La Paz y Lima hemos elaborado un guía de recomendaciones y estrategias de autocuidado y cuidado colectivo frente a los discursos de odio facilitadas por la tecnología.

Códiga Rebelde no es solo una guía: es una respuesta colectiva que nace de las experiencias y testimonios de activistas que ocupamos el internet y las calles. Desde Lima, Arequipa y La Paz, ponemos en común lo que nos pasa —los ataques, el desgaste, las estrategias para dividirnos— y también lo que hacemos para sostenernos. En este espacio compartimos herramientas de autocuidado digital feminista y formas de organizarnos mejor, sin quedarnos solas en el proceso. No es una propuesta punitiva: no venimos a castigar, venimos a cuidarnos, a entender lo que enfrentamos y a fortalecer lo colectivo desde nuestros propios desafíos. Porque si la violencia en línea existe, nuestra respuesta también existe: nace desde las montañas, desde nuestras ancestras y lo más profundo de los Andes. Aquí estamos; seguimos resistiendo.

Tecnologia e interseccionalidades - gênero, sexualidade, raça, e classe
Edward Snowden (Auditório da Hemeroteca)
10:00
50min
Discord e Roblox: o problema da verificação de idade online
Marcus Natrielli

A palestra apresentará os problemas de segurança e privacidade do Discord e do Roblox e como eles levaram a implementação da verificação de idade em ambas que trouxe novos debates e complicações.

Últimos avanços e vulnerabilidades em segurança da informação e privacidade
Chelsea Manning (Auditório)
10:00
50min
Feminismo popular na construção da soberania tecnológica
Marcha Mundial das Mulheres (MMM)

Para muitos movimentos sociais e feministas, as técnicas e tecnologias nunca foram neutras, e sempre foram configuradas como territórios em disputa, a serviços de quem as cria e as mantém. A pauta da soberania tecnológica é estratégica e urgente no enfrentamento feminista às transnacionais e o capitalismo digital. O enfrentamento ao poder corporativo atravessa os diversos territórios e povos da América Latina, unindo mulheres em alianças feministas anticapitalistas que valorizam as tecnologias alternativas e populares, colocando a soberania popular, o bem viver e a sustentabilidade da vida no centro.

A roda de conversa propõe um espaço de trocas e diálogos a partir da experiência das mulheres em movimento, grupos e coletivos que tem construído resistências a partir de processos de apropriação crítica, formação e socialização de conhecimentos. Experiências como as de redes e infraestruturas digitais comunitárias, de educação e comunicação popular, de apropriação crítica de ferramentas de IA, nos cuidados digitais feministas, das redes e grupos agroecológicos e da economia solidária, trazem possibilidades para fazer a politização e disputa de uma perspetiva sobre tecnologia muito mais ampla, valorizando dando visibilidade um gigantesco ecossistema de saberes, técnicas e tecnologias sociais, populares e ancestrais, abrindo caminhos para a construção da tecnodiversidade.

Tecnologia e interseccionalidades - gênero, sexualidade, raça, e classe
Terraço (3º piso)
10:00
110min
Ferramentas de Resistência Algorítmica: do Básico ao Avançado
Rogério Augusto Bordini, Damny Laya

A oficina introduz práticas de resistência algorítmica defensiva por meio da adoção de softwares abertos, privados e livres para reduzir exposição à vigilância e à coleta de dados. Parte de conceitos centrais como soberania digital, tecnofeudalismo e os efeitos das grandes plataformas sobre comportamento e privacidade, seguida por discussão sobre a importância de uma internet democrática, licenças abertas e formas de auditar software. A parte prática envolverá apresentação e instalação de alternativas tecnológicas práticas para o uso cotidiano, desde ferramentas fáceis de adotar (navegadores, buscadores e bloqueadores) até soluções mais robustas, como e‑mail privado, VPNs e sistemas operacionais. Também será abordado o Fediverso, seus protocolos e plataformas descentralizadas, com demonstração prática de criação de perfil e configuração de privacidade. Por fim, serão trazidos exemplos institucionais de implantação de servidores próprios, discussão de barreiras técnicas e políticas e proposição de estratégias de migração gradual, além de debate com os(as) participantes.

Oficinas de instalação e uso de ferramentas de comunicação segura, privacidade e proteção de dados
Ian Murdock (Sala Multiuso no térreo)
10:00
50min
Não somos quintal de data centers: roda de conversa sobre os impactos socioambientais e climáticos da inteligência artificial
Elian Aurélio Nascimento, Flavia Alves

Água, energia, emissões de gases de efeito estufa, mineração… embora as inteligências artificiais pareçam imateriais, elas não são - pelo contrário, demandam quantidades enormes de natureza para funcionar. Isso porque, para que existam, dependem, entre outras coisas, de grandes infraestruturas físicas: os chamados data centers. A partir da exibição da animação “Não somos quintal de data centers”, a proposta é abrir uma roda de conversa sobre o que está em jogo na atração dessas infraestruturas para o Brasil. A conversa parte da experiência do Idec na incidência política sobre o tema, no acompanhamento de casos concretos de instalação de data centers no país - como o do TikTok em Caucaia, no Ceará - e em campanhas de comunicação voltadas a tornar esses impactos mais visíveis. A ideia é colocar essas experiências em diálogo com diferentes perspectivas e perguntas, e, a partir disso, construir coletivamente caminhos de incidência e resistência frente ao modelo extrativista de desenvolvimento de IA que vem se impondo.

Crise climática, justiça ambiental e infraestruturas autônomas
Tula Pilar (piso térreo)
10:00
410min
PATOLINO EM: ALL YOUR BASE ARE BELONG TO US.
Yuri, João

Você já ouviu a frase: "Te hackeio em 1 minuto"? Se sim, provavelmente sabe que era uma mentira. Mas prepare-se para uma surpresa: desta vez, é verdade! Você pode aprender a hackear um computador em menos de um minuto.

Antes de começarmos, é importante esclarecer que ninguém ficará rico com isso. Estamos falando de uma ferramenta simples, mas poderosa, que pode ser utilizada para invadir computadores em um tempo tão curto quanto uma ida ao banheiro. E, sim, você aprenderá a usá-la em nossa oficina!

Hacking e exploração dos limites da internet
Install Fest (Sala Silenciosa no 2º piso)
10:00
50min
Proibido para menores: Anatomia de um Vetor de Ataque
Alessandra OJ, Luigi Polidorio

Dados biométricos disponíveis publicamente na internet — fotos, vídeos, metadados — são coletáveis via OSINT. Combinados com modelos passíveis de gerar deepfakes, esses dados podem ser utilizados para construir artefatos capazes de contornar sistemas de validação biométrica baseados em classificação de imagens.
Os riscos não se limitam à eficácia da validação biométrica, mas também existem na coleta, processamento e armazenamento de dados pessoais.
A Lei 15.211/2025 (ECA Digital) representa um avanço na responsabilização das Big Techs, porém, introduz novas superfícies de ataque à privacidade dos usuários. A proteção baseada em coleta de dados levanta questões técnicas de segurança que a regulamentação ainda não respondeu, criando um cenário favorável para oligopólios de identidade digital e de vigilância que podem ameaçar a soberania brasileira.

Últimos avanços e vulnerabilidades em segurança da informação e privacidade
Ada Lovelace (Sala Silenciosa no 2º piso)
10:00
50min
Tecnogolpe - Uma experiência interativa sobre o papel das IAs nas fraudes digitais
Elena Wesley

No jogo de cartas TECNOGOLPE você vai descobrir algumas das principais técnicas que recorrem à inteligência artificial para manipular e enganar os usuários da internet.

Últimos avanços e vulnerabilidades em segurança da informação e privacidade
Aaron Swartz (Sala no 1º andar da Hemeroteca)
11:00
11:00
50min
"E aí? Tem programa espião no meu celular?" – Triagem Forense na Prática
Carl

Você já ajudou alguém que suspeita que o computador ou o celular tem um programa espião? Ou talvez você mesma esteja com medo de estar sendo vigiada por um ex-companheiro abusivo? E aí: será que é um malware, um stalkerware, ou só o medo falando mais alto? Responder a essas perguntas sem uma análise técnica é impossível — e agir no escuro pode apagar as pistas. Mas, com base na experiência acumulada nas linhas de ajuda feminista de segurança digital, desenvolvemos uma abordagem de triagem para perícia forense: um conjunto de tutoriais passo a passo que ajudam a identificar indícios de que "tem algo errado aqui" e que vale a pena buscar ajuda especializada.

Oficinas de instalação e uso de ferramentas de comunicação segura, privacidade e proteção de dados
Tula Pilar (piso térreo)
11:00
50min
Ampliação de licenças livres como política pública
Marília Rocha, Alexander Hilsenbeck Filho

Esta apresentação discute o papel da incidência e do ativismo digital na promoção de políticas públicas de conhecimento livre. Serão abordados os limites da licença Creative Commons BY-ND, frequentemente utilizada por órgãos públicos, mas incompatível com práticas de reutilização, como legendagem, remixagem ou adaptação para fins educacionais. Essas restrições afetam instituições que respeitam o licenciamento, como universidades e projetos colaborativos como a Wikipedia.
O ordenamento jurídico brasileiro oferece bases sólidas para a adoção de licenças livres no setor público, alinhadas a compromissos internacionais de governo aberto. Apesar disso, a adoção de tais licenças ainda é irregular entre instituições públicas brasileiras, tornando o cenário fragmentado e dependente de vontade política. Paradoxalmente, a cláusula ND limita usos legítimos e socialmente desejáveis, sem oferecer proteção efetiva contra usos indevidos ou distorções de conteúdo. Serão analisadas experiências de ampla abertura de acervos e produção científica (por meio do livro “A Wikimedia no Brasil: o poder e os desafios do conhecimento livre”) e possibilidades concretas de revisão de licenciamento em portais governamentais, destacando que a adoção de licenças como CC-BY pode consolidar uma política nacional de conhecimento livre, com impacto na circulação de informação pública, na educação e na integridade do ecossistema informacional.

Governança e regulamentação da internet
Aaron Swartz (Sala no 1º andar da Hemeroteca)
11:00
110min
CryptoCrias - brincadeiras e contação criptogarfadas
Giba

I

Atividades para crianças sobre segurança e tecnologias livres
Jardim Interno da Biblioteca
11:00
50min
Para onde vai o software livre?
Anna e só

O regime de Donald Trump tem forçado países em todo o mundo a pensar na sua dependência dos Estados Unidos e em soberania digital — e nesse cenário, iniciativas de software livre como o Sovereign Tech Fund têm se destacado. No Brasil, iniciativas interseccionais foram timidamente retomadas pela atual gestão do governo federal — dentre elas, a construção da plataforma Brasil Participativo. Mas entre sistemas de IA, crises de financiamento e transições geracionais, para onde vai o software livre? Vamos discutir conjunturas, preocupações e aspirações para o futuro.

Tecnopolítica
Edward Snowden (Auditório da Hemeroteca)
11:00
50min
QuitérIA: uma IA feminista para monitoramento legislativo de gênero (palestra)
Maria Isis, Ingrid Fernandes

A produção legislativa no Brasil é vasta, complexa e, muitas vezes, operada em estruturas que marginalizam as perspectivas de gênero. Diante de milhares de projetos de lei tramitando simultaneamente, como as organizações da sociedade civil e coletivos feministas podem monitorar retrocessos ou impulsionar avanços de forma eficiente? A resposta não reside apenas na tecnologia, mas na política por trás dela. Esta palestra apresenta a QuitérIA, uma inteligência artificial desenvolvida sob os princípios do Feminismo de Dados para atuar como uma sentinela digital no monitoramento do Poder Legislativo.

O nome, inspirado na força e na resistência histórica de Maria Quitéria, reflete o propósito da ferramenta: subverter o uso tradicional da IA — frequentemente associada à vigilância e ao reforço de preconceitos. Exploraremos a jornada de construção da QuitérIA, desde a curadoria de datasets éticos até o desenvolvimento de modelos de Processamento de Linguagem Natural (PLN) capazes de identificar vieses e impactos específicos sobre a vida das mulheres e populações vulnerabilizadas em textos jurídicos. A apresentação abordará os desafios técnicos de traduzir conceitos teóricos do feminismo para parâmetros algorítmicos, garantindo que a ferramenta não apenas automatize a triagem de dados, mas ofereça uma análise qualitativa e contextualizada.

Tecnologia e interseccionalidades - gênero, sexualidade, raça, e classe
Ada Lovelace (Sala Silenciosa no 2º piso)
11:00
50min
Soberania logística em tempos de crise: do PowerBI ao RShiny para a gestão autônoma de abrigos
Iara Passos

Como garantir a logística de mantimentos para desabrigados sem entregar dados sensíveis a plataformas proprietárias ou depender de conexão estável? Esta palestra apresenta o desenvolvimento de um app em Shiny (R) para gestão de centros de triagem de doações, que evoluiu de uma solução em PowerBI para uma ferramenta de código aberto e foco em privacidade. Diferente de soluções SaaS tradicionais, o app permite que voluntários operem a gestão de estoque e consumo de forma local e offline, utilizando planilhas próprias sem que os dados subam para a nuvem. Discutiremos como a escolha de tecnologias abertas permite criar soluções resilientes, auditáveis e soberanas para movimentos sociais e coletivos em situações de emergência climática.

Crise climática, justiça ambiental e infraestruturas autônomas
Chelsea Manning (Auditório)
12:00
12:00
50min
Controle de atividades de inteligência e direitos humanos
Pedro Saliba, Thaly, Conrado Klöckner

A atividade tem como objetivo debater o tema da inteligência de forma prática a partir de perguntas orientadoras: o que são atividades de inteligência? Quais órgãos têm acesso a essas informações e de que maneira? Quais os grupos mais vulneráveis e riscos existentes? Palestrantes vão apresentar um panorama técnico e jurídico sobre o tema de forma simples, com propostas para controle social de spywares no Brasil.

Tecnopolítica
Aaron Swartz (Sala no 1º andar da Hemeroteca)
12:00
50min
DIY: Monta tu propio servidor autogestionado.
K1rby

¿Cómo habitar otra internet? ¿Qué es un servidor? ¿Qué
herramientas necesito para poder iniciar mi propio servidor
autogestionado? ¿Qué herramientas de código abierto o libre puedo utilizar? ¿Por qué es importante crear nuestras propias infraestructuras y tener el control de nuestros datos? ¿Cómo crear redes sostenibles y colaborativas?

Estas son algunas de las preguntas que esta charla busca responder, entender cómo funcionan las redes que navegamos a diario desde nuestros dispositivos personales a servidores privativos de empresas
como Google, Amazon, Microsoft o Meta, que nos brindan algunos servicios como correo o almacenamiento. Descubrir alternativas libres a estos servicios, que respeten nuestros datos y sean seguros. Aprender sobre Nextcloud, y cómo podemos montar nuestro propio servidor en casa y tener el control de nuestros datos.

Tecnopolítica
Alan Turing (Sala de Exposições no 3º piso)
12:00
50min
Defesa pessoal como direito à integridade
Alessandra OJ, Lui

A integridade é um direito constitucional. Quando há tentativa de violação desse direito, a reação de uma pessoa contra a violência pode ser reconhecida como legítima defesa. Aprender defesa pessoal pode contribuir com a autonomia de pessoas em situações de violência.
Esta oficina tem como objetivo ser um espaço aberto para pessoas que querem aprender a se defender sem serem expostas a mais violências. Um espaço que pode ser potencializado pela diversidade do coletivo e que se opõe a qualquer forma de preconceito.
Aqui aprenderemos a combater agressões físicas garantindo a integridade individual de cada participante. As técnicas praticadas serão instruídas de modo a minimizar desconfortos para pessoas vitimizadas pela violência, com atenção à integridade psicológica de todos os envolvidos. Afinal, um bom treinamento não deve limitar — deve ampliar as condições de defesa de cada pessoa após o encerramento da atividade.
Não é necessária experiência prévia com defesa pessoal, artes marciais ou atividades físicas e esportivas.

Tecnologia e interseccionalidades - gênero, sexualidade, raça, e classe
Terraço (3º piso)
12:00
50min
Ninja Periodistas e Alguém Que Se Importa - Jogos para capacitar jornalistas em segurança da informação
Celso Bessa

Nesta sessão, en Portunhol, serão demonstradas e debatidas duas experiências educativas interativas desenvolvidas por profissionais de segurança da informação na América Latina na forma de dois jogos distintos: Periodistas Ninja e Alguém Que Se Importa. Ambos os jogos se utilizam de experiências lúdicas e narrativas para ensinar técnicas de segurança da informação aplicadas ao jornalismo investigativo e jornalimos cidadão. Durante a apresentação, os desenvolvedores demonstrarão versões preliminares dos projetos, discutindo decisões de design pedagógico, desafios técnicos e a importância de abordagens lúdicas para tornar conceitos abstratos de privacidade e segurança mais acessíveis para jornalistas independentes e cidadãos investigadores. Os participantes terão oportunidade de testar as mecânicas de jogo e contribuir com feedback que influenciará o desenvolvimento das experiências, fortalecendo coletivamente ferramentas para a proteção de fontes e informações sensíveis em contextos de risco.

Oficinas de instalação e uso de ferramentas de comunicação segura, privacidade e proteção de dados
Ian Murdock (Sala Multiuso no térreo)
12:00
50min
Organização de um acervo anarquista: a experiência da Biblioteca Terra Livre
Karina Goto

A atividade pretende apresentar a experiência do processo de catalogação do acervo da Biblioteca Terra Livre — coletivo de São Paulo, fundado em 2009 —, que atua na preservação da memória anarquista. O arquivo guarda diversos tipos de materiais libertários, a exemplo de: trabalhos acadêmicos, livros, zines, jornais, revistas, panfletos, mídias audiovisuais, entre outros.

Tecnopolítica
Edward Snowden (Auditório da Hemeroteca)
12:00
50min
Pacotes que Pensam: usando Machine Learning para analisar tráfego de rede e detectar anomalias
Daniele N. Tavares

Vamos descobrir quais são as bases de dados que podem ajudar a compreender a rede e a te proteger? O Scapy, em sinergia com bibliotecas como Scipy, Scikit-learn e TensorFlow, pode auxiliar na demonstração de como é viável capturar, analisar e identificar comportamentos suspeitos em redes, mediante a criação de um sistema simplificado para a detecção de anomalias no tráfego. Nessa talk irá apresentar técnicas de machine learning podem transformar pacotes de rede em inteligência de segurança.

Hacking e exploração dos limites da internet
Tula Pilar (piso térreo)
12:00
50min
QuitérIA: uma IA feminista para monitoramento legislativo de gênero (mini-oficina)
Maria Isis, Ingrid Fernandes

A produção legislativa no Brasil é vasta, complexa e, muitas vezes, operada em estruturas que marginalizam as perspectivas de gênero. Diante de milhares de projetos de lei tramitando simultaneamente, como as organizações da sociedade civil e coletivos feministas podem monitorar retrocessos ou impulsionar avanços de forma eficiente? A resposta não reside apenas na tecnologia, mas na política por trás dela. Esta palestra apresenta a QuitérIA (www.elasnocongresso.com.br/quiteria), uma inteligência artificial desenvolvida sob os princípios do Feminismo de Dados para atuar como uma sentinela digital no monitoramento do Poder Legislativo.

O nome, inspirado na força e na resistência histórica de Maria Quitéria, reflete o propósito da ferramenta: subverter o uso tradicional da IA, frequentemente associada à vigilância e ao reforço de preconceitos. Exploraremos brevemente a jornada de construção da QuitérIA, desde a curadoria de datasets públlicos até o desenvolvimento de modelos de Processamento de Linguagem Natural (PLN) capazes de identificar vieses e impactos específicos sobre a vida das mulheres e populações vulnerabilizadas em proposições do Congresso. A apresentação abordará os desafios técnicos de traduzir conceitos teóricos do feminismo para parâmetros algorítmicos, garantindo não apenas a triagem de dados, mas uma análise qualitativa e contextualizada.

Tecnologia e interseccionalidades - gênero, sexualidade, raça, e classe
Ada Lovelace (Sala Silenciosa no 2º piso)
12:00
50min
TOCAIA: tecnopolíticas para retomar a vida coletiva
Leonardo Foletto, alana moraes de souza, Pedro Ekman, FERNANDA BRUNO, Henrique Parra

Tocaia (https://tocaia.info/) é um projeto de investigação coletiva que nasce como um convite para pensarmos juntos o nosso presente e atacar a realidade. Em uma década de guerras de extermínio, hegemonia cibernética, controles algorítmicos e novos supremacismos em associação com aparatos tecnológicos, nos parece urgente retomar a hipótese de uma prática radical no campo da tecnopolítica. A partir disso, propomos
fazer um diálogo coletivo sobre dois temas concretos:

  1. O que estamos fazendo para sair da captura da vida pela ordem algorítmica?
    Quais práticas, ferramentas e infraestruturas alternativas já existem — dos data centers comunitários às redes livres, do software livre às culturas do comum — e o que aprendemos com elas sobre os limites e as possibilidades da ação tecnopolítica no Sul Global?

  2. O que queremos e podemos construir agora?
    Como a estratégia da tocaia — emboscar o presente, operar nas brechas, construir em outro regime de visibilidade— se traduz em organização, infraestrutura e imaginário?

Tecnopolítica
Chelsea Manning (Auditório)
12:30
12:30
260min
O Mural do Silenciamento

A instalação não é apenas uma exposição de ofensas, mas uma denúncia da arquitetura das plataformas. Ela demonstra que a insegurança das mulheres não é uma falha do sistema, mas um subproduto de redes que lucram com o engajamento gerado pelo conflito e pelo ataque.

Artes e Tecnologias - Instalações e intervenções artísticas relacionadas à privacidade e tecnologias livres
Instalações permanentes (Saguão da Biblioteca - térreo)
13:00
13:00
110min
Como (e por que) criar um canal de whistleblowing seguro para responsabilizar big techs
Tatiana Dias

A CTRL+Z é uma nova organização brasileira focada em enfrentamento e responsabilização de big techs. Atuaremos em três eixos: mobilização, litígio e jornalismo investigativo. Para isso, estamos construindo um canal seguro de whistleblowing para a divulgação de informações de interesse público sobre big techs. Neste workshop, ofereceremos um contexto na cobertura de tecnologia e responsabilização de big techs, ferramentas práticas e frameworks estratégicos para expor más práticas corporativas. A sessão abordará como fazer e receber denúncias com segurança, construir canais seguros, verificar e investigar informações, e avaliação de riscos jurídicos nesse processo.

Tecnopolítica
Ada Lovelace (Sala Silenciosa no 2º piso)
13:00
50min
Debian 13 (Trixie/Sid) Paranoia State: Arquitetura de Defesa, Hardening Implacável e Soberania de Infraestrutura TIPO DE ATIVIDADE
Deivis Irio mayer

Nesta palestra técnica, vamos dissecar o Debian 13 (Trixie/Sid) e reconstruí-lo como uma fortaleza impenetrável.

Oficinas de instalação e uso de ferramentas de comunicação segura, privacidade e proteção de dados
Aaron Swartz (Sala no 1º andar da Hemeroteca)
13:00
50min
Educação que conecta: da EMEF Zulmira ao Mundo da Tec
Quenia Gouveia

Somos estudantes da EMEF Zulmira e participamos de um projeto da Tecnologia para Todos onde aprendemos Python e eletrônica com ESP32, criando um semáforo inteligente.

Tecnologia e interseccionalidades - gênero, sexualidade, raça, e classe
Tula Pilar (piso térreo)
13:00
110min
Memórias mnemônicas do cybercolapso // Laboratório de produção de revista-pôster
Memórias Táticas

Quais seriam as consequências de um colapso digital? E o que vem depois?
Proposta de produção editorial coletiva a partir de questões provocadoras que imaginam um futuro de colapso cibernético. O laboratório tem o desafio de responder às questões de maneira mnemônica e lúdica para codificar, armazenar e recuperar informações.

Artes e Tecnologias - Instalações e intervenções artísticas relacionadas à privacidade e tecnologias livres
Jardim Interno da Biblioteca
13:00
50min
Navegando em riscos e resistências na era dos apps de relacionamento
Luciana Rodrigues

Em um cenário de precarização do trabalho, escala 6x1 e pulverização do papel coletivo para apresentar potenciais parceiros, os apps de relacionamento prometem conexões rápidas, direcionadas e personalizadas. Essa promessa se choca com a realidade dos riscos de segurança e privacidade. Esta atividade propõe uma imersão nos incidentes que já expuseram milhões de usuários e suas consequências, desde o vazamento do Tea Advice (serviço criado para ser um espaço de proteção) até a exposição de sorologia de usuários do Grindr. Analisaremos os casos ocorridos e como o impacto ocorre de forma desproporcional em grupos mais vulnerabilizados, que enfrentam estigmas, discriminação e violência. Também apresentaremos o contraponto do hacking como forma de resistência para plataformas violentas de relacionamento, como a atuação de Martha Root contra um serviço de dating para supremacistas brancos. Ao final, teremos um debate colaborativo, buscando caminhos para serviços de relacionamento mais seguras e como atuar de forma resistente nesse tipo de cenário.

Tecnologia e interseccionalidades - gênero, sexualidade, raça, e classe
Alan Turing (Sala de Exposições no 3º piso)
13:00
110min
O golpe tá AI, cai quem quer
Júlia Caldeira, Lauro Accioly, Lucas Lago

No final de 2025, documentos internos da Meta foram vazados, divulgando dados relevantes sobre sua receita, tal como que anúncios de golpes e produtos ilegais renderam um valor de $16 bilhões à empresa. O ocorrido ilustra como o atual modelo de negócios das plataformas digitais prioriza o lucro em detrimento à segurança dos usuários. Ao invés de serem desenvolvidos mecanismos mais apurados em relação à política de anúncios e moderação de conteúdo, observa-se apenas a adoção de medidas ineficientes ou mesmo uma inércia por parte dos provedores. Em paralelo, usuários estão sendo enganados a todo momento, com destaque para o uso de deepfakes nos casos, que os deixam mais sofisticados e assim somam vítimas com diferentes níveis de letramento digital. Em sua diversidade, há golpes que miram famílias de baixa renda ou programas do governo (tal como o Desenrola Brasil); há aqueles que se aproveitam do uso de deepfakes, malwares e marketplace falso ou mesmo casos voltados para enriquecimento rápido e com pessoas famosas. Nessa oficina, pretendemos explorar o tema descrito em dois momentos: um primeiro expositivo, de apresentação do tema, e outro prático, em que serão abordadas boas práticas, cuidados digitais e maneiras de identificar anúncios fraudulentos.

Governança e regulamentação da internet
Chelsea Manning (Auditório)
13:00
110min
Perícia forense para todes: democratizando o acesso à perícia digital
Daniel, Linda Fernandez, José Martínez

O SocialTIC Forensics é um repositório de documentação técnica que visa estabelecer uma base de conhecimento comprovada, flexível e acessível para promover a perícia digital baseada em consentimento em benefício da sociedade civil. Este repositório é o resultado da nossa experiência no tratamento de casos em prol da sociedade civil e também a nossa participação em esforços coletivos para fortalecer iniciativas de análise de ameaças técnicas no âmbito da sociedade civil.

Durante esta sessão, descreveremos o repositório, como ele se organiza e como você pode utilizá-lo na prática. Também vamos apresentar nossos esforços para localizar o conteúdo para inglês e português, através de parecerias é um script de tradução automática para conteúdo em Markdown. Demonstraremos casos de uso, incluindo os presentes no repositório forensics.socialtic.org.

Por fim, será organizado um sprint presencial para realizar revisões colaborativas do conteúdo traduzido automaticamente para português.

Últimos avanços e vulnerabilidades em segurança da informação e privacidade
Ian Murdock (Sala Multiuso no térreo)
13:00
50min
Quem Controla o Céu? GPS Spoofing, Manipulação de Drones e a Disputa pela Infraestrutura Invisível
Daniel Allão, Vitor Marçal

Sistemas de posicionamento por satélite sustentam aplicações críticas como aviação, logística e sincronização de redes, operando sob uma premissa simples: a posição recebida é confiável. No entanto, os sinais GNSS civis não possuem mecanismos de autenticação, o que permite sua interferência ou falsificação.

Essa limitação, muitas vezes ignorada no uso cotidiano, tem sido explorada de forma deliberada em conflitos recentes. Nesses contextos, a manipulação de posicionamento tem sido utilizada para alterar o comportamento de sistemas em campo, com aplicação em drones se tornando um dos exemplos mais visíveis desse tipo de interferência.

Nesta palestra, investigamos como o GPS funciona do ponto de vista físico e computacional, por que ele é vulnerável por design e como ataques de jamming e spoofing exploram essas características. A discussão conecta o funcionamento interno do sistema com seus efeitos práticos, evidenciando como uma mesma infraestrutura sustenta tanto aplicações civis críticas quanto cenários de conflito.

Tecnopolítica
Edward Snowden (Auditório da Hemeroteca)
14:00
14:00
50min
Diga seus nomes: uma linha do tempo da história das mulheres e pessoas transgênero do sul global na tecnologia
foz

A participação e a contribuição das mulheres e pessoas trans ainda são amplamente ignoradas na história da ciência e da tecnologia em todo o mundo, as poucas pessoas desses grupos que alcançaram destaque global são provenientes de países do Norte Global. Apelamos por um maior reconhecimento dos nomes das pessoas trans e mulheres do sul global nas inovações tecnológicas que são importantes para essa história.

Tecnologia e interseccionalidades - gênero, sexualidade, raça, e classe
Alan Turing (Sala de Exposições no 3º piso)
14:00
110min
Rios em Rede, Povos em Risco: Cartografia dos Danos Ambientais
Larissa Milhorance

A oficina se propõe como um espaço de aprendizagem, troca e luta por Justiça Ambiental, bem como navegará pelos dos impactos causados pelo “avanço do desenvolvimento” tecnológico, que tem prejudicado as formas de vida de diversas populações. Durante a oficina apresentaremos uma metodologia de cartografia dos danos ambientais causados por tecnologias, desenvolvida pelo C-PARTES em parceria com o TechMOV, e mediaremos um processo de aprendizagem e troca sobre experiências de articulação comunitária para ação.

Crise climática, justiça ambiental e infraestruturas autônomas
Tula Pilar (piso térreo)
14:00
50min
Ver não é mais crer: IA generativa, deepfakes e desinformação nas eleições
CARLA OLIVEIRA SANTOS

A popularização da IA generativa inaugurou uma nova etapa na produção automatizada de conteúdo digital. Modelos capazes de gerar imagens, vídeos, voz e texto com alto grau de realismo estão transformando a comunicação online, mas também ampliando o potencial de manipulação informacional em escala. Entre essas tecnologias, os deepfakes, conteúdos sintéticos produzidos por redes neurais profundas, se destacam por simular pessoas reais em situações que nunca aconteceram, tornando cada vez mais difícil distinguir o verdadeiro do fabricado.
Em um contexto eleitoral, como o que o Brasil viverá em 2026, esse fenômeno ganha uma dimensão particularmente crítica. Deepfakes podem ser utilizados para manipular percepções públicas, desacreditar candidatos, disseminar desinformação e gerar confusão informacional suficiente para enfraquecer a confiança nas instituições democráticas. A velocidade de disseminação nas redes sociais e a opacidade dos sistemas algorítmicos que amplificam conteúdos tornam o problema ainda mais complexo.
Esta palestra discute os deepfakes não apenas como um problema tecnológico, mas como um fenômeno sociotécnico e político. A partir dos conceitos de “servidão maquínica” (Maurizio Lazzarato) e “caixa-preta algorítmica” (Frank Pasquale), serão analisados os impactos da GenAI na democracia, os desafios para detecção de conteúdos sintéticos e possíveis caminhos de mitigação, incluindo regulação e alfabetização midiática.

Tecnopolítica
Edward Snowden (Auditório da Hemeroteca)
14:00
110min
serigr4fi4 & e5tênc1L: faça a CryptoRave você mesma!
zbrsk, rosaju

Para celebrar a décima edição do evento mais icônico da moda contemporânea (rs, só que não) oferecemos uma oficina mãos na massa para estampar as ruas e cozinhas com as artes que marcam a história da CryptoRave!

Artes e Tecnologias - Instalações e intervenções artísticas relacionadas à privacidade e tecnologias livres
Terraço (3º piso)
14:00
50min
🎮 Game Over a la Violencia Digital: Autodefensa y Educación Sexual Digital en Entornos Gamer
Urpi Ivanova Solis Huaches

Los videojuegos son un espacio clave de socialización para adolescentes, pero también un entorno donde enfrentan violencias digitales como acoso, misoginia, doxxing y desinformación sobre sus derechos sexuales y reproductivos (DDSSRR). Este taller interactivo propone una estrategia que combina la seguridad digital y la ESI digital para prevenir estas violencias y fortalecer la autonomía en línea.

Para dejar de ser espectadores y tomar el control, estructuramos el taller en tres momentos —Navegar, Proteger y Contraatacar (N.P.C.)— donde exploraremos cómo la ESI digital actúa como herramienta de autodefensa. Utilizaremos mapas de riesgos, escenarios interactivos y estrategias de privacidad que permitirán a adolescentes reconocer ataques en comunidades gamer, blindar sus datos y desafiar discursos de odio. Como cierre, construiremos una caja de herramientas colectiva con tácticas concretas para aplicar en diversos espacios educativos y de activismo.

Esta propuesta articula la criptografía y la seguridad digital con la defensa de derechos en espacios de gaming, integrando un enfoque ciberfeminista e interseccional. Es una oportunidad para hackear la desinformación y transformar los videojuegos en espacios más seguros y justos. Porque en la lucha contra las violencias digitales, la mejor estrategia es jugar con las reglas del ciberfeminismo.

Tecnologia e interseccionalidades - gênero, sexualidade, raça, e classe
Aaron Swartz (Sala no 1º andar da Hemeroteca)
15:00
15:00
50min
Baile Electrica Monstrans: GLAM PARA ANTIVIGILÂNCIA!!!!!!!!!!
Rede Transfeminista de Cuidados Digitais, Sol V, Clara Pozzuto de Oliveira

Prontes para a festa? Faremos um cadáver magnífico de poemas cyberpunks onde seremos, ume, seremos ninguém e seremos cem mil. Seremos outres.

Baile Monstrans convida: Máscaras, maquiagem, óculos espelhados, refletores hológraficos, luzes de led, glitter e strass refletor. Algum desses ajuda mesmo a enganar o face ID, a IA e o reconhecimento facial? Venha descobrir e seja Monstra!

Vamos criar e experimentar com eletrotêxteis e buscar alternativas desde perspectivas de transidentidades e tecnopolíticas, criaremos acessórios para questionar a vigilância que perfila, monitora, padroniza e vende nossos dados.

Este ano o Baile Monstrans convida o grupo MODATA USP e seu trabalho com upcycling e, pela primeira vez no Brasil, a pesquisadora, hackativista e artista argentina Sol Verniers que conduzirá as experimentações a partir do seu trabalho com Cybertextiles, usando técnicas electrotextiles/wearables específicas de art-tech-hacktivismo para criar em prol da diversidade e da resistência tecnológica desde a América Latina.

Este será um espaço seguro para pessoas LGBTQIAPN+ e gêneros dissidentes.

Artes e Tecnologias - Instalações e intervenções artísticas relacionadas à privacidade e tecnologias livres
Alan Turing (Sala de Exposições no 3º piso)
15:00
50min
Criptografia Pós-Quântica: Estamos Preparados ou Já Estamos Atrasados?
Wolmer Andrade Godoi

A criptografia pós-quântica já é uma realidade — mas a adoção ainda é incipiente. Enquanto isso, dados sensíveis podem estar sendo coletados hoje para serem quebrados no futuro.

Essa talk explora o estado atual da PQC, seus desafios e o que realmente significa migrar sistemas para um mundo “quantum-safe”.

Últimos avanços e vulnerabilidades em segurança da informação e privacidade
Edward Snowden (Auditório da Hemeroteca)
15:00
50min
Código-fonte da expropriação: a educação brasileira e o colonialismo digital
Walter Lippold, Cláudia Helena dos Santos Araújo, Guilbert Kallyan da Silva Araújo

Walter Lippold (PPGH-UFRGS e Coletivo Fanon), Cláudia Araújo (IFG/IEA-USP e Educa+AI) e Guilbert Kallyan(PSC - USP e PSOPOL - USP)

A luta pela soberania digital e popular brasileira, passa pela crítica do monopólio exercido pelas big techs e suas plataformas proprietárias de educação. Nesta palestra vamos apresentar e interpretar dados e documentos oficiais, como a Política Nacional de Educação Digital (PNED, Lei 14.533/2023), o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (2024-2028) e o Referencial para Desenvolvimento e Uso Responsáveis de Inteligência Artificial na Educação (2026). Através da análise de documentos e da realidade educacional do Brasil, denunciamos o poder do colonialismo digital nos sistemas educacionais brasileiros, rumo a uma engenharia reversa da ideologia californiana, que acompanha o tecnosolucionismo no campo da educação. Quando a educação e suas instituições escolares públicas adotam plataformas proprietárias como Google Classroom, Letrus ou qualquer plataforma de aprendizagem adaptativa, somos submetidos ao modelo de negócios das grandes empresas de tecnologias, big techs e edutechs, que fazem venda casada de seus produtos junto com ideologias que exaltam o empreendedorismo, as metodologias ativas, que sugam a pedagogia hacker, esvaziando o seu potencial revolucionário.

Tecnopolítica
Chelsea Manning (Auditório)
15:00
110min
Deepfakes, gênero e poder: desafios técnicos e regulatórios para enfrentar a violência facilitada por tecnologias
Marina Meira

A crescente disseminação de aplicações de deepfake tem aprofundado dinâmicas de violência de gênero no ambiente digital, com impactos que transbordam para o mundo offline. Esta mesa redonda propõe discutir os deepfakes como uma forma emergente de violência facilitada por tecnologias, articulando perspectivas técnicas e regulatórias a partir de uma abordagem baseada em direitos humanos e interseccionalidade.
A partir de pesquisas recentes, como a realizada pela organização peruana Situada, que analisou 105 aplicativos de deepfakes em lojas digitais e evidenciou padrões de opacidade, estereotipação de gênero e ausência de salvaguardas efetivas, e o guia desenvolvido pela Derechos Digitales em parceria com o UNFPA sobre como desenvolver ou reformar marcos legais para enfrentar a violência de gênero facilitada por tecnologia, o debate abordará os limites das respostas atuais.
A mesa reunirá especialistas com expertises diversas para refletir sobre temas como consentimento, responsabilidade das plataformas, desenho de sistemas e caminhos regulatórios possíveis, buscando construir uma agenda que enfrente a violência e as desigualdades de gênero de maneira sem comprometer outros direitos fundamentais.

Tecnologia e interseccionalidades - gênero, sexualidade, raça, e classe
Ada Lovelace (Sala Silenciosa no 2º piso)
15:00
50min
Electrónica para mortales: De prender un LED a domar robots (baratito)
Código Libre

Electrónica Accesible: De Cero a Proyectos Reales

La charla busca desmitificar la electrónica, demostrando que es una herramienta accesible y de bajo costo para cualquier persona con ganas de crear. El enfoque es 100% práctico y replicable mediante el uso de código abierto y componentes económicos.

Puntos Clave de la Presentación:
- Fundamentos: Control de un LED vía app móvil para entender entradas y salidas digitales.
- Brazo mecánico controlado con ESP32.
- Sistema de riego automático basado en humedad de suelo.
Metodología: Demos en vivo, explicaciones claras y enfoque en la replicabilidad.

Propósito: Que los asistentes se lleven la confianza y las herramientas necesarias para empezar a construir sus propias soluciones tecnológicas de inmediato.

Tecnologia e interseccionalidades - gênero, sexualidade, raça, e classe
Ian Murdock (Sala Multiuso no térreo)
15:00
50min
Infraestrutura de Bolso: Construindo um Gateway Soberano para Comunicação e Navegação Incensurável
Fabio Gonçalves (Maverick)

Em um cenário de vigilância constante e fragmentação da rede, a soberania digital exige que o usuário controle as camadas de hardware e software. Esta apresentação demonstra a construção de um gateway de privacidade portátil utilizando a Orange Pi Zero 3 (4GB). O foco é a criação de um nó de rede resiliente que resolve três pilares fundamentais: comunicação, navegação e blindagem de metadados. Demonstraremos como utilizar o Briar Headless e Relays Nostr privados (Strfry) para garantir mensagens incensuráveis, a implementação de túneis I2P/Tor para navegação anônima e a configuração de DNS over HTTPS (DoH) com Unbound para impedir o rastreamento por provedores. É uma prova de conceito de que infraestruturas robustas de defesa podem ser acessíveis, portáteis e totalmente sob controle físico do proprietário.

Últimos avanços e vulnerabilidades em segurança da informação e privacidade
Aaron Swartz (Sala no 1º andar da Hemeroteca)
16:00
16:00
50min
Do Panóptico à Rede: desencriptar e encriptar desde os ativismos digitales
solardata, Carlo Giambiagi Ferrari

Compartiremos um relevamento inicial das tecnologias que hoje fazem o modelo de controle da sociedade mas colocando-o em tensão com propostas ativistas pra debater a estruturação da defesa coletiva decolonial.

Este registro pretende desencriptar criativamente a diversidade das tecnologias, as dificultades que elas trazem e os impactos que elas tem nas nossas vidas sociais. Tambem queremos desentranhar o modelo de controle para fortalecer as nossas práticas antivigilancia.

Últimos avanços e vulnerabilidades em segurança da informação e privacidade
Edward Snowden (Auditório da Hemeroteca)
16:00
50min
Lançamento da campanha “Quem vê cara, não vê permissão” - contra o uso de dados biométricos
Júlia Caldeira, Jose Vitor Pereira Neto

A biometria facial é um dado pessoal sensível. Apesar disso, sua solicitação ocorre diariamente em estádios de futebol, condomínios e mesmo na segurança pública. Esse uso invasivo e constrangedor ocorre sem fiscalização adequada e sem considerar o consentimento dos indivíduos. O resultado é um potencial de alto risco, contemplando possíveis vazamentos de dados e consequências voltadas à discriminação em massa de pessoas já marginalizadas.

Em vista a esse contexto, o Instituto de Defesa de Consumidores (IDEC) lança a campanha “Quem vê cara, não vê permissão”, fundamentada em ações já realizadas pelo Instituto. Dentre elas: denúncias ao sistema de reconhecimento facial do Gov.br; a vitória contra a imposição de biometria facial em condomínios e pressões à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A campanha pretende informar e convocar os consumidores para a pauta, tornando-os cada vez mais conscientes dos riscos diários, possíveis respostas e atos de resistência. O IDEC intensificará suas ações de luta e incidência política, mobilizando os atores envolvidos e cobrando a responsabilização das empresas violadoras de direitos.

O lançamento da campanha será um primeiro momento de apresentação e convite para que as pessoas interessadas se envolvam e sigam acompanhando as ações do IDEC.

Últimos avanços e vulnerabilidades em segurança da informação e privacidade
Tula Pilar (piso térreo)
16:00
50min
Mapeamento colaborativo do uso de Inteligência Artificial e plataformas educacionais na Educação Pública Brasileira
LIVIA CAROLINA VIEIRA, Danielle Soares e Silva Bicudo Ferraro

Apresentar o Mapeamento colaborativo do uso de Inteligência Artificial e plataformas educacionais na Educação Pública Brasileira, desenvolvido por pesquisadoras do EDUTECIA – Observatório das Tecnologias e Inteligência Artificial na Educação, que pesquisa a incorporação de tecnologias de IA nas redes estaduais e municipais de ensino. O estudo analisa plataformas que utilizam IA, considerando as finalidades declaradas, etapas atendidas, empresas envolvidas, modelos de contratação, entre outros aspectos. Os dados revelam a crescente presença de infraestruturas privadas no cotidiano da educação pública, a integração entre processos pedagógicos e mecanismos de monitoramento e gestão, além de opacidade nos contratos, valores e detalhamento técnico das soluções implementadas. Com a atividade esperamos compartilhar o diagnóstico produzido, ampliar a transparência sobre essas infraestruturas, questionar a escolha por soluções proprietárias, muitas delas oferecidas por Big Techs, e fomentar a contribuição para a coleta de mais dados, análises e caminhos possíveis para a construção de políticas que considerem a autonomia tecnológica na educação pública brasileira.

Tecnopolítica
Ian Murdock (Sala Multiuso no térreo)
16:00
50min
Máquinas aprendizes; humanos atarefados. Inteliência artificial e trabalho alienado no "capital informação"
Nahema Falleiros, Silvio Rhatto, Diego Vicentin

Neste livro sobre máquinas aprendizes e humanos ata-refados, a autora dedica-se ao tema do desenvolvimento das forças produtivas na nova indústria da inteligência artificial, problematizando a profecia autorrealizável e a retórica emocional segundo as quais suas inovações mais recentes eliminariam todo e/ou qualquer trabalho vivo. Como revela a análise do processo de trabalho nesta in-dústria, baseada em grandes modelos de linguagem natural que fazem uso extensivo de dados tratados via plataformas de micro-tarefas, o "capital-informação" tende a um duplo movimento (contraditório e combinado) de subsunção real do trabalho digital ou informacional tanto em sua forma predominantemente criativa (i.e., aleatória), quanto em sua forma predominantemente repetitiva (redundante). Afinal, a produção de componentes lógicos (software) nesta indústria depende tanto do trabalho vivo criativo e bem remunerado de quem concebe, nos centros geográficos do capitalismo, os extensos conjuntos de dados tratados e os grandes modelos de linguagem natural da inteligência artificial, quanto do trabalho vivo repetitivo e mal remunerado de quem, das periferias geográficas deste sistema econômico, faz a coleta, a classificação, o armazenamento, a recuperação e a disseminação destes dados.

Tecnopolítica
Chelsea Manning (Auditório)
16:00
50min
Outros Mundos Tecnológicos São Possíveis, agora em Quadrinhos
C, (ela), Código Libre

Nesta apresentação, convidamos o público do Cryporave a conhecer a série de quadrinhos Outros Mundos Tecnológicos São Possíveis, uma iniciativa que une arte, tecnologia e justiça social. Apresentaremos os dois primeiros volumes da coleção, que trazem narrativas inspiradas em experiências concretas de coletivos latino-americanos.

O primeiro volume, produzido em parceria com o Núcleo de Tecnologia do MTST, acompanha Carolina, moradora de uma ocupação em Santo André, e mostra como a tecnologia pode ser criada a partir das periferias, de forma crítica e comunitária. O segundo volume, a ser lançado em breve, destaca o trabalho da Federação Argentina de Cooperativas de Tecnologia (FACTTIC), ampliando o olhar para outras experiências de inovação social na região.

A proposta é apresentar essas narrativas como ferramentas de imaginação política e tecnológica, contrapondo-se à visão hegemônica do Vale do Silício. A sessão incluirá uma breve fala sobre o processo criativo, a exibição de trechos das HQs e um debate sobre o papel da arte na construção de futuros tecnológicos mais democráticos e inclusivos.

Tecnologia e interseccionalidades - gênero, sexualidade, raça, e classe
Alan Turing (Sala de Exposições no 3º piso)
16:00
50min
Quem Guarda as Lutas na Web? Preservação e Memória Social
Paulo Carretta

Esta apresentação propõe uma reflexão sobre a preservação da memória digital brasileira, com foco no registro de movimentos sociais e de conteúdos Web relacionados aos direitos humanos. Em um cenário marcado pela instabilidade de plataformas, remoção de conteúdos e ausência de políticas estruturadas de arquivamento, informações fundamentais sobre lutas sociais, identidades e expressões culturais têm sido continuamente perdidas. A atividade busca apresentar o tema à comunidade da CryptoRave, destacando sua relevância pública e apontando caminhos possíveis a partir de iniciativas já existentes, no Brasil e no exterior.

Governança e regulamentação da internet
Aaron Swartz (Sala no 1º andar da Hemeroteca)
17:00
17:00
50min
Mesa de encerramento: IMPERIALISMO NEOLIBERAL, TECNOFASCISMO E O CONTROLE DAS TERRAS RARAS
Sergio Amadeu da Silveira

A exposição decodifica os motivos pelos quais a extrema direita do país foi incumbida de entregar as terras raras do Brasil para o controle norte-americano. Mostrará a geopolítica dos insumos fundamentais das tecnologias estratégicas e trará as perspectivas para conter o cenário de uma guerra generalizada que nos arrastaria para a completa catástrofe ambiental.

Tecnopolítica
Chelsea Manning (Auditório)