08/05/2026 –, Ada Lovelace (Sala Silenciosa no 2º piso) Idioma: Português brasileiro
Nesta palestra, investigamos como a misoginia digital não é um 'bug', mas um subproduto do modelo de negócios das Big Techs. Através de exemplos reais de ataques coordenados, doxing e silenciamento, vamos analisar como as interfaces, os algoritmos de recomendação e as políticas de moderação falham sistematicamente em proteger as mulheres.
O objetivo é deslocar o debate da 'segurança individual' (o que a mulher deve fazer para se proteger) para a 'responsabilidade sistêmica'. Uma conversa necessária sobre soberania digital, limites da liberdade de expressão e a urgência de redes que não nos imponham o silêncio. Essa palestra é necessária e é a cara da Cryptorave porque ela une política, tecnologia e crítica social. Ela não ensina a "instalar um app", ela ensina a pensar criticamente sobre a ferramenta que usamos todo dia. Ela desafia o senso comum de que a internet é um lugar livre, mostrando que, para metade da população, essa liberdade tem um preço muito alto.
Roteiro da palestra (Tópicos principais):
- O Mito da neutralidade: Como a ideia de uma "internet neutra" ignora que o espaço público digital foi construído por e para homens brancos, deixando as mulheres em uma posição de vulnerabilidade perpétua.
O Algoritmo do ódio: Por que conteúdos misóginos e ataques coordenados geram mais engajamento (e lucro) para as plataformas do que a segurança das usuárias.
Anatomia do silenciamento: * Doxing e exposição: A perda da privacidade como ferramenta de controle.
Gaslighting de plataforma: Quando as redes dizem que uma ameaça real "não viola as diretrizes da comunidade".
A estética da manosfera: Como grupos de ódio se organizam para expulsar mulheres do debate público.
Caminhos de Resistência: Se o código é o problema, como podemos hackear essa lógica? Discussão sobre redes federadas (Mastodon/Fediverso) e protocolos de cuidado coletivo que não dependam das Big Techs
Arquiteta de sistemas, desenvolvedora web e entusiasta do código com propósito.
Atuo há mais de 5 anos criando soluções digitais que conectam tecnologia, acessibilidade, autonomia e impacto social.
Minha bagagem inclui desenvolvimento com WordPress e Moodle, integração de ferramentas como Mautic e SendGrid, automações com Git e WP-CLI, e implantação de infraestrutura com Docker. Já trabalhei com coletivos populares, movimentos sociais e instituições acadêmicas, sempre com foco em boas práticas, clareza técnica e posicionamento político.
Gosto de traduzir complexidade em soluções reais das que automatizam o dia a dia até as que fortalecem redes e organizações.