CryptoRave 2026

ATMOsons
, Instalações permanentes (2º piso da Biblioteca)
Idioma: Português brasileiro

Condições atmosféricas convertidas em experiência sonora. O projeto investiga a relação entre sociedade, ambiente, dados e som a partir de um sistema que transforma informações meteorológicas em paisagens sonoras moduladas que interagem e evoluem em tempo real.
A base sonora é construída a partir de captações de campo, posteriormente processadas e reorganizadas por meio de escolhas estéticas com o uso de samplers e sintetizadores.
Dados como temperatura, vento e chuva atuam como agentes de modulação contínua, alterando o comportamento e a estrutura do som. O sistema passa a operar em diálogo direto com as condições do ambiente. A instalação se desenvolve a partir dessa dinâmica, na qual diferentes camadas de interferência se sobrepõem: a captação do ambiente, o processamento técnico e a ação dos dados em tempo real. O trabalho explora, assim, a relação entre o orgânico e o programado, entendendo natureza, sociedade, cultura e tecnologia como dimensões que se atravessam e se transformam continuamente.


Este projeto de escultura sonora interativa integra dados bioambientais coletados por sensores de dados globais provenientes de redes internacionais de monitoramento do meio ambiente. A obra se caracteriza como uma instalação interativa, onde os participantes poderão experimentar uma paisagem sonora gerada por meio de um sistema de arte generativa, que traduz as informações ambientais em sons eletrônicos dinâmicos. O uso de dados processará variáveis como temperatura, umidade, ventos, chuva enquanto dados da atmosfera, como informações sobre a interferência sonora e as condições climáticas provenientes de redes abertas de monitoramento que alimentarão o sistema em tempo real. Essa combinação cria uma resposta auditiva em constante evolução, que reflete as condições do ambiente atmosferico metereologico local, ao mesmo tempo em que estabelece uma conexão com os fenômenos bioambientais globais. O projeto busca despertar uma nova percepção sobre a relação entre o ambiente local e global, promovendo uma reflexão sobre a sustentabilidade e a integração de dados ambientais na arte, enquanto amplia a experiência sensorial de quem presencia, aprecia e se relaciona com a obra.

Thiago Stefanin é artista e pesquisador em arte e tecnologia Mestre e Doutor em mídia e tecnologia (UNESP). Em FACECODE (2018), rostos são capturados e substituídos por padrões generativos de QR code, tensionando vigilância e identidade. Os Parangolés Eletrônicos (2023) reinventam Oiticica em vestíveis interativos com eletrônica embarcada, apresentados no Museu Nacional da República. SONORA Atmosons (2025) é uma instalação atmosférica que converte dados climáticos de em paisagem sonora em tempo real.

Ricardo Cezario é multi-instrumentista, sound designer e educador, com atuação a partir do interior de São Paulo. Sua produção transita entre música, experimentação sonora e projetos autorais, articulando processos de escuta, improvisação e tecnologia.