09/05/2026 –, Terraço (3º piso) Idioma: Português brasileiro
A expansão das tecnopolíticas de vigilância nos centros urbanos representa um fenômeno complexo que impacta profundamente os entendimentos coletivos sobre segurança e controle social. Como pesquisadores do Laboratório de Estudos Digitais (Led-UFRJ) apresentamos reflexões sobre como a implementação de novas tecnologias de vigilância, que variam de sistemas de reconhecimento facial a algoritmos (racistas) de policiamento preditivo, altera a dinâmica das cidades, como experimentos de vigilância. O uso de tais ferramentas endossa e é endossado a partir do discurso da eficiência e da modernização da segurança pública. No entanto, sua aplicação prática suscita percepções contraditórias e dilemas éticos significativos, além do aumento da coerção a grupos marginalizados.
Neste debate, procuramos desvelar como mecanismos de vigilância operam não apenas como instrumentos técnicos "neutros", mas como agentes políticos que moldam nossa experiência e nossa percepção sobre segurança e vida urbana. Na primeira parte do debate, discutiremos videomonitoramento urbano, produção de evidências e usos policiais de reconhecimento facial e suas problemáticas. No segundo momento, trataremos da experiência de controle socioterritorial de zonas periféricas, combinadas à lógica de smart city. A partir da exposição destes dois eixos, ampliaremos as perspectivas e reflexões alternativas sobre como tornar a cidade mais segura e democrática sem apostar na intensificação da vigilância e controle, e meios de contravigilância.
Cientista social e pesquisadora dedicada aos estudos sobre tecnologias de vigilância, segurança pública e violência urbana. Doutoranda em Gestão Urbana pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), com Mestrado em Sociologia e Antropologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e graduação em Licenciatura em Ciências Sociais pela mesma universidade. Integrante do Laboratório de Estudos Digitais (Led-UFRJ) e do Jararaca Lab (PUCPR).
Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mestre em Sociologia e bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Atualmente, dedica-se à pesquisa sobre políticas de implementação de tecnologias digitais no espaço urbano, com ênfase no conceito de cidades inteligentes (smart cities). Integra o Laboratório de Estudos Digitais (LED/UFRJ), grupo dedicado ao estudo das transformações geradas pelas tecnologias digitais sob a ótica das ciências sociais.