08/05/2026 –, Terraço (3º piso) Idioma: Português brasileiro
O campo da saúde vem sendo profundamente transformado pelas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). A combinação inédita de uma ampla disponibilidade de dados sobre a vida e a experiência humana, associada ao aumento no poder computacional acessível e reprodutível, tem permitido o aperfeiçoamento exponencial das práticas de diagnóstico, gestão e análise de dados e, ao mesmo tempo, desafia noções já consolidadas de cuidado, bem-estar e saúde.
No entanto, há uma crescente preocupação e evidência de que essas tecnologias podem incorporar e amplificar vieses sociais diversos baseados em gênero, raça, língua, território, etc. Ao mesmo tempo, a plataformização da saúde abre precedentes para novas formas de exploração do trabalho, expropriação de biodados, e a datificação comercializada da saúde física e mental. O conceito de colonialismo digital problematiza a dependência tecnológica de países em desenvolvimento às Big Techs.
Essa mesa busca debater as contradições sociais e econômicas e geopolíticas próprias à chamada “digitalização da saúde”
Essa mesa busca debater as contradições sociais e econômicas e geopolíticas próprias à chamada “digitalização da saúde”
Palestrantes:
Deivison Faustino: Deivison Faustino, também conhecido como Deivison Nkosi, é doutor em sociologia e professor do Departamento de Saúde e Sociedade da FSP-USP. Estuda a relação entre capitalismo, colonialismo e racismo, pensamento antirracista e as relações contemporâneas entre tecnologias digitais, sociedade e subjetividade, bom como a relação entre racismo algorítmico e digitalização da saúde. É autor de inúmeros livros e artigos sobre Frantz Fanon e as tecnologias digitais.
Marcelo Fornazin é Pesquisador Fundação Oswaldo Cruz, atuando no Departamento de Administração e Planejamento em Saúde (DAPS) da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), e Professor no Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal Fluminense (UFF). Sua pesquisa articula computação e ciências sociais para compreender as transformações causadas pelas tecnologias digitais em organizações, com foco em Sistemas de Informação em Saúde e para Gestão Social. Coordena o Grupo Temático Informação, Saúde e População (GTISP) da Abrasco e é conselheiro do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br)
Moderação
Letícia Souza: Bacharela em Nutrição pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP, 2022) e mestre em Ciências, com ênfase em Saúde Pública, pela mesma instituição (2024). Atualmente, é doutoranda em Saúde Pública pela FSP-USP e integrante do LABDAPS, onde investiga como decisões de pré-processamento de dados influenciam o desempenho de modelos de machine learning e a representatividade populacional em saúde.
Deivison Faustino, também conhecido como Deivison Nkosi, é doutor em sociologia e professor do Departamento de Saúde e Sociedade da FSP-USP. Estuda a relação entre capitalismo, colonialismo e racismo, pensamento antirracista e as relações contemporâneas entre tecnologias digitais, sociedade e subjetividade, bom como a relação entre racismo algorítmico e digitalização da saúde. É autor de inúmeros livros e artigos sobre Frantz Fanon e as tecnologias digitais.
Bacharela em Nutrição pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP, 2022) e mestre em Ciências, com ênfase em Saúde Pública, pela mesma instituição (2024). Atualmente, é doutoranda em Saúde Pública pela FSP-USP e integrante do LABDAPS, onde investiga como decisões de pré-processamento de dados influenciam o desempenho de modelos de machine learning e a representatividade populacional em saúde.