2026-05-09 –, Terraço (3º piso) Language: Português brasileiro
A participação e a contribuição das mulheres e pessoas trans ainda são amplamente ignoradas na história da ciência e da tecnologia em todo o mundo, as poucas pessoas desses grupos que alcançaram destaque global são provenientes de países do Norte Global. Apelamos por um maior reconhecimento dos nomes das pessoas trans e mulheres do sul global nas inovações tecnológicas que são importantes para essa história.
No Brasil, foi criado recentemente um comitê de tecnologia composto inteiramente por mulheres negras (cis e transgênero), algumas das quais são figuras importantes nos debates sobre regulamentação de plataformas, racismo, estudos de vigilância e direitos digitais. E há muitas pessoas transgênero trabalhando, pesquisando, inovando no conceito de tecnologia e construindo novos espaços e ferramentas seguras para tornar a tecnologia mais diversificada e justa.
Sabemos que países da América Latina, Caribe, África e Ásia também têm figuras importantes no campo, promovendo debates profundos sobre tecnologias digitais e seus impactos, desenvolvendo novas tecnologias transfeministas e mantendo e promovendo tecnologias a serviço das comunidades.
Neste oficina, queremos conhecer esses nomes e registrá-los na memória da Cryptorave. Quem são as mulheres e pessoas transgênero que contribuíram e continuam a contribuir para fortalecer o debate sobre tecnologia em seus países? Queremos seus nomes, queremos reparar essa história e apresentar algumas dessas pessoas para que seus nomes se tornem conhecidos.
Queremos saber quem são essas pessoas! Convidaremos todes presentes na Cryptorave a se juntarem a nós para reconhecer essas importantes figuras do nosso campo e reparar a história, por meio de uma pesquisa que nos permitirá construir uma linha do tempo para a justiça de gênero na tecnologia.
Nos opomos às tecnologias de exploração e controle, perpetuando as múltiplas tecnologias e estratégias desenvolvidas para a vida! Somos produtorxs de tecnologias, ancestrais, da gambiarra, digitais, de segurança, de sobrevivência, do possível. Todas orientadas a cuidar de nós mesmes e de nossa rede de apoio, elaborando saberes desde o afeto.
Nos vulnerabilizamos para falar sobre o cuidado e o sentir a partir de nossas caminhadas! E que somos orgulhosamente monstres, subversivamente monstres, honramos nosso passado, celebramos o nosso presente e encurtamos a distância para nossos futuros ecotransfeministas.