2026-05-09 –, Ada Lovelace (Sala Silenciosa no 2º piso) Language: Português brasileiro
São Paulo é atravessada por rios, mas muitos deles hoje estão invisíveis, canalizados ou ignorados pela lógica urbana dominante. E se, em vez de ignorá-los, a gente passasse a segui-los? A proposta é deslocar o olhar e enxergar os corpos hídricos como uma infraestrutura viva, capaz de orientar a mobilidade de forma mais intuitiva e sensível ao território.
Em vez de depender só de plataformas centralizadas e algoritmos pensados para carros, exploramos a geografia como interface: um sistema aberto, descentralizado e acessível. A partir da CangaMapa, mostramos como os caminhos da água revelam rotas mais favoráveis para ciclistas, considerando relevo, esforço e continuidade.
Também trazemos mapas 3D e ferramentas interativas que ajudam a visualizar essa lógica e aproximam diferentes níveis de familiaridade técnica. É nesse contexto que surge o Pedal Hidrográfico, uma prática coletiva que usa os rios como guia para pedalar pela cidade, promovendo reconexão com o território e questionando modelos de navegação.
A atividade compartilha experiências, levanta reflexões sobre autonomia e abre para troca. No fundo, é um convite a perceber o que já está dado: talvez o melhor caminho já exista, só não estamos olhando para ele.
São Paulo é uma cidade atravessada por rios e muitos deles estão invisíveis: canalizados, soterrados ou ignorados pela lógica urbana dominante. Esses corpos hídricos continuam existindo e moldando o território de formas que raramente percebemos.
Nesta atividade, começamos apresentando a CangaMapa e como utilizamos a lógica hidrográfica para identificar caminhos mais favoráveis para o deslocamento de ciclistas, considerando relevo, esforço físico e continuidade de percurso. A ideia é mostrar, na prática, como os caminhos da água podem se tornar rotas.
Em seguida, exploramos visualmente essa leitura do território com mapas em 3D e uma ferramenta interativa (sandbox), permitindo que as pessoas participantes observem como relevo, drenagem e mobilidade se relacionam. Essa parte funciona como uma demonstração guiada, aproximando conceitos técnicos de uma leitura mais intuitiva da cidade.
Depois, apresentamos o Pedal Hidrográfico: como surgiu, como funciona hoje e como os percursos são pensados e realizados. Compartilhamos exemplos concretos de rotas, decisões tomadas no caminho e aprendizados acumulados ao longo das experiências.
Ao longo da apresentação, intercalamos essas demonstrações com comentários e provocações sobre autonomia, navegação e dependência de plataformas, trazendo o território como uma alternativa possível de orientação.
A atividade se encerra com uma abertura para perguntas e troca com as pessoas participantes, criando espaço para discutir aplicações, adaptações e desdobramentos dessa abordagem em outros contextos.