São Paulo é atravessada por rios, mas muitos deles hoje estão invisíveis, canalizados ou ignorados pela lógica urbana dominante. E se, em vez de ignorá-los, a gente passasse a segui-los? A proposta é deslocar o olhar e enxergar os corpos hídricos como uma infraestrutura viva, capaz de orientar a mobilidade de forma mais intuitiva e sensível ao território.
Em vez de depender só de plataformas centralizadas e algoritmos pensados para carros, exploramos a geografia como interface: um sistema aberto, descentralizado e acessível. A partir da CangaMapa, mostramos como os caminhos da água revelam rotas mais favoráveis para ciclistas, considerando relevo, esforço e continuidade.
Também trazemos mapas 3D e ferramentas interativas que ajudam a visualizar essa lógica e aproximam diferentes níveis de familiaridade técnica. É nesse contexto que surge o Pedal Hidrográfico, uma prática coletiva que usa os rios como guia para pedalar pela cidade, promovendo reconexão com o território e questionando modelos de navegação.
A atividade compartilha experiências, levanta reflexões sobre autonomia e abre para troca. No fundo, é um convite a perceber o que já está dado: talvez o melhor caminho já exista, só não estamos olhando para ele.
Technology and intersectionalities - gender, sexuality, race and class
Ada Lovelace (Sala Silenciosa no 2º piso)