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oficina: Hacking Hate

táticas criativas para contra-atacar a violência de gênero

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A criatividade pode hackear o ódio? Esse workshop tem o objetivo de facilitar a produção rápida de artefatos digitais criativos, usando ironia e o riso como estratégias para confrontar o machismo e o racismo e criar novas referencias visuais para ampliar a cultura popular feminista.

À medida que mulheres e pessoas de gênero não binário se tornam mais vocais nas redes, crescem ataques machistas, misógenos, lesbofóbicos e racistas que se utilizam de redes sociais para (tentar) silenciar essas vozes que questionam as práticas do patriarcado e da heteronormatividade.

Para resolver esse problema precisamos pensar em várias frentes de ações possíveis que vão desde pressão por mudanças nas políticas públicas e das plataformas até medidas de segurança digital holística e estabelecimento de redes de apoio para respostas coletivas. Acreditamos que nesse leque de opções, que tem diferentes níveis de dificuldade (e ceticismo) sobre sua efetividade, é quase unânime que a criatividade coletiva pode nos servir como um método de Kung Fu, que usa a energia do oponente para neutralizá-la e até mesmo potencializar nossos movimentos. Mas, ainda que esta visão tenha sido comum em táticas de defesa pessoal no ambiente offline, temos muito que explorar na transposição dessas táticas para o ambiente online.

Essa oficina tem o objetivo de produzir memes, gifs, sons e outros artefatos criativos de respostas feministas à diversidade de ataques e expressões do machismo que vivenciamos nas redes e fora delas. O exercício pretente ironizar e ridicularizar a violência machista, estabelecendo um distanciamento e usando o humor como estratégia de enfrentamento.

Os artefatos digitais criativos produzidos serão classificados para fazer parte de um acervo digital online de hackeio do ódio que estamos desenvolvendo, do qual todxs xs participantes passam automaticamente (se assim consentirem) a ser artistas convidadxs. Para tal, também fará parte da oficina testar a classificação das obras criadas para o acervo: a que tipo de ataque marchista a obra criada se refere? É possível estabelecer a que tipo de sentimento a obra responde? Além de nos ajudar na montagem do acervo, este exercício servirá também como maneira de mapear a diversidade de expressões e ataques machistas e nomeá-los como tal.