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palestra: SoftwareLivre e Privacidade

Propriedade, Vigilância e #SoftwareLivre

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Uma disputa crucial marca o século 21. A circulação de ideias é um direito de todos ou deve se dar segundo a lógica dos mercados? Um ensaio sobre esta encruzilhada — com ênfase no campo crucial da informática

Por que a digitalização permitiu a popularização inédita do conhecimento, da cultura e da arte. Como este projeto, ao chocar-se com a lógica do lucro, passou a ser ferozmente combatido por corporações e governos

O texto foi publicado em 3 partes:

Pequeno guia sobre o Software Livre (1) -
http://outraspalavras.net/destaques/pequeno-guia-sobre-o-software-livre/ -

Pequeno guia sobre o Software Livre (2) -
http://outraspalavras.net/destaques/pequeno-guia-sobre-o-software-livre-2/ -

Pequeno guia sobre o Software Livre (3) -
http://outraspalavras.net/destaques/pequeno-guia-sobre-o-software-livre-3/

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Sumário

(1)
Resumo
Software Livre - O início
Software Livre e Open Source
O controle do usuário – a dependência
Propriedade privada ou intelectual
Exploração comercial monopolista pelas distribuidoras
A cópia doméstica
Contra a cópia doméstica

(2)
Resumo
Ampliação do prazo de validade
Crime ou desobediência civil?
Software Livre - sobre o livre e o grátis
Licenças, Copyleft e as Quatro liberdades
Direitos ou monopólios?
Como os monopólios são protegidos
Estratégias comuns
. Introduzir penas absurdas, por longos períodos de tempo
. Usar a mesma lei sobre propriedade de bens físicos para bens imateriais
. Prolongar o prazo de validade
. Impedir ou restringir a liberdade de expressão sob vigilância constante

(3)
Resumo

Privacidade
. Desconhecimento / Desleixo / Cookies
Vigilância
. Computação nas nuvens
. Dispositivos controlados pelas empresas vendedoras
Vantagens do software livre
. Resposta rápida para possíveis falhas
. Proteção contra vigilância
. Favorecimento à criação, à inovação
. Qualquer pessoa pode contribuir
. O programador tem mais liberdade
. Incentivo à pequenas e médias empresas locais

Estamos em uma sociedade em que os monopólios - copyright, marcas e patentes - cada vez inibem mais:

o próprio uso de bens culturais – por exemplo: livros, músicas, quadros…, que hoje são arquivos e programas computacionais,
a criatividade,
a liberdade de expressão e
o acesso à informação e ao conhecimento.

Lembrando que inclusão digital deve significar, antes de tudo, melhorar as condições de vida de uma comunidade com ajuda da tecnologia, é óbvio que a informática e a internet devem ser ferramentas de libertação do indivíduo, de autonomia do cidadão, que deve saber usar o equipamento e os programas, tanto em benefício próprio como coletivo.

Entretanto, leis de diversos países protegem monopólios, como copyright e patentes, que impedem ou inibem a livre expressão e o acesso ao conhecimento de seus cidadãos.

O desconhecimento e o desleixo das pessoas quanto ao uso de seus equipamentos computacionais e programas permitiu, sob o ambiente da internet, a implantação de um modelo de negócios de vigilância contínua para possibilitar o envio de propagandas personalizadas.

Paralelamente, existe a forte defesa dos monopólios, ou seja, copyright, marcas e patentes, para dificultar ou impedir a liberdade de expressão e o livre acesso à informação e ao conhecimento.

Também deve ser considerado que muitos equipamentos, sistemas e programas, especialmente os proprietários, são destinados ao controle e vigilância de seus usuários.

Percebe-se que o ensino no Brasil, inclusive na universidade, só se revela um defensor e continuador desses monopólios, estabelecidos por grandes corporações que controlam o mundo e que detém todo o poder, seja financeiro, seja político.