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oficina: Nossa rede, nossas regras - montando redes comunitárias

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A oficina visa apresentar os principais pontos para planejar e construir uma rede comunitária a partir do relato de uma comunidade que já possui uma rede e o trabalho prévio de organizações que construíram uma metodologia para o cenário de provimento de acesso brasileiro.

Atualmente as redes comunitárias são uma alternativa aos modelos comercias de provimento de internet, em especial para aqueles que se encontram em regiões onde a conexão não chega via provedores comerciais ou então grupos que desejam construir redes próprias.

A Casa dos Meninos é uma organização social sem fins lucrativos, criada em 1962, que desenvolve programas educacionais e atividades culturais prioritariamente para jovens entre 13 e 24 anos, habitantes do distrito do Jardim São Luís, na Zona Sul de São Paulo.
No ano de 2010 a Casa dos Meninos realiza parceria com a EMEF Procópio Ferreira, parceria esta que dura até hoje. O principal fruto desta parceria foi o inicio da construção da Rede de Intranet Base Comum e produção de vídeos-aulas de alguns professores.
Em 2013 a Casa realiza parceria com o Instituto Pedro Macambira, instituto este que assumiu a tarefa de repasse de tecnologia para as atividades da Casa dos Meninos, parceiro na construção da Rede de Intranet Base Comum.
No final de 2016, a Casa entrou em contato com a ARTIGO 19 e o Instituto Bem Estar Brasil para lidar com problemas que estavam tendo na Rede de Intranet Base Comum e a parceria segue até hoje.

Esta atividade da Cryptorave tem como principal objetivo a apresentação da experiência vivida na Casa dos Meninos na sua construção da Rede de Intranet Base Comum.

Também abordaremos o trabalho publicado pela ARTIGO 19 em parceria com o Instituto Bem Estar Brasil e a Associação Nacional para A Inclusão Digital (ANID) no qual se desenvolveu uma metodologia de auxílio para comunidades em construir suas próprias redes.

A ideia de incentivar a construção de provedores comunitários parte da observação de que o corrente modelo de conectividade no Brasil está baseado em relações individualistas e consumeristas que enfraquecem o poder do usuário sobre sua conexão, e aumenta o poder de operadoras comerciais, sendo que estas já demonstraram não ter interesse ou capacidade em alcançar as mais diversas zonas do país e, atualmente, metade das casas no Brasil ainda não têm conexão à internet.

O modelo de redes comunitárias surge como opção de inclusão digital às comunidades, que por sua vez, decidem conjuntamente o tipo de conexão que desejam ter e como estruturar sua rede, de forma, que a conexão deixa de ser um mero produto para tornar-se um projeto, uma realização, a conquista de um direito.

A oficina tem duas partes:

A primeira hora será uma introdução ao conceito de provedores comunitários, e os principais pontos para seu planejamento, com o relato da Casa dos Meninos .
A segunda hora será um laboratório de uma rede mesh, no qual levaremos os equipamentos e ilustraremos o funcionamento de uma rede na prática.