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palestra: Design Sombrio: Como a UX de Grandes Empresas Reduz a Privacidade dos Usuários

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Os padrões sombrios do UX Design se tornaram uma prática comum de grandes empresas para manipular seus usuários e levá-los tomar ações que eles não desejam. Com uma interface cuidadosamente pensada para este fim, essas empresas conseguem violar impunemente a privacidade das pessoas ao induzi-las a entregar informações pessoais. Como usuários, a melhor forma que temos para combater esta prática invasiva é saber responder a seguinte questão: o que são os padrões sombrios do UX Design e como eles podem estar sendo usados contra mim?

O UX Design, ou design de experiência do usuário, utiliza conceitos da psicologia e padrões humanos para entender o público-alvo de um produto (isto é, seres humanos) e proporcionar a melhor experiência possível com um determinado produto; afinal, clientes felizes voltam para comprar mais. No entanto, a distorção criada pela existência de empresas que monopolizam o mercado, faz com que elas não mais se sintam no dever de proporcionar experiências boas aos usuários, mas sim experiências que atendam aos interesses delas, apenas. É deste contexto que surgem os padrões sombrios do UX Design, onde as empresas utilizam os mesmos conceitos de psicologia e comportamento para manipular os seus usuários e levá-los a tomar decisões que eles não desejam.
Enquanto no setor de vendas estes padrões sombrios podem ser usados para levar o usuário a fazer uma compra indesejada, no mercado de mídias sociais a moeda é outra: informações pessoais. Facebook, LinkedIn e outras grandes empresas utilizam suas interfaces cuidadosamente planejadas para induzir o usuário a entregar mais informações ou até mesmo para impedi-los de manter uma privacidade que é tecnicamente possível. Seja para vender as informações pessoais ou para contribuir com um sistema de vigilância generalizada, estas empresas tem agido como uma ameaça à possibilidade de se manter a privacidade na rede.
Quando estas práticas são publicamente reportadas, existem duas situações possíveis: a empresa sai completamente impune ou a empresa paga os danos de um processo que nem se comparam com o crescimento que ela teve por utilizar as práticas maléficas. Já que os incentivos estão contra os usuários, a melhor saída é a seguinte: entender o que são estes padrões sombrios para poder reconhecê-los e não ser vítima deles.
Vou mostrar aqui alguns casos reportados sobre grandes empresas, destacando o que foi feito, qual comportamento humano foi explorado e qual era o objetivo esperado com aquela interface. Na posse deste conhecimento, será possível se proteger melhor da exposição individual exagerada que muitas redes sociais almejam.