09/05/2026 –, Ada Lovelace (Sala Silenciosa no 2º piso) Idioma: Português brasileiro
Esta palestra apresenta estratégias práticas para identificar e mitigar a exposição de dados pessoais na internet. A partir de exemplos reais de vazamentos e indexação de bases de dados, discutiremos como informações pessoais acabam sendo mantidas e disseminadas por empresas e serviços online.
Durante a apresentação será demonstrada uma ferramenta desenvolvida pelo coletivo SPECTRA, um coletivo de contravigilância e autodefesa digital focado em segurança da informação aplicada a direitos humanos. A ferramenta permite gerar notificações extrajudiciais baseadas na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para solicitar a correção ou remoção de dados pessoais mantidos por empresas.
O projeto foi desenvolvido especialmente para enfrentar situações recorrentes de exposição de dados sensíveis, como a persistência de nome de registro em bases corporativas após retificação civil. A ferramenta funciona inteiramente no navegador do usuário, gerando o documento localmente sem coleta ou armazenamento de dados.
O SPECTRA atua em parceria com organizações da sociedade civil e iniciativas institucionais na construção de ferramentas, oficinas e infraestrutura de segurança digital comunitária. O projeto é voluntário, sem fins comerciais, e busca ampliar o acesso a mecanismos de proteção de dados e autodefesa digital.
A exposição de dados pessoais na internet é frequentemente resultado da combinação entre vazamentos de dados, reutilização de cadastros corporativos, indexação por mecanismos de busca e práticas de compartilhamento de dados por empresas. Esse ecossistema cria uma infraestrutura permanente de exposição que pode ser explorada tanto por ataques direcionados quanto por práticas cotidianas de vigilância digital.
Esse problema possui impactos particularmente graves para comunidades vulneráveis. Um exemplo recorrente é a persistência de dados desatualizados em bases corporativas, como a manutenção de nome de registro em sistemas de empresas mesmo após a retificação civil garantida por decisão do Supremo Tribunal Federal (ADI 4275). A permanência desses dados pode gerar constrangimento, exposição indevida e risco de violência.
Esta palestra apresenta uma abordagem prática para compreender e mitigar esse tipo de exposição. Inicialmente, será apresentado um panorama de como dados pessoais circulam na internet, incluindo vazamentos, agregação de bases de dados e indexação por buscadores. Em seguida, serão discutidas estratégias básicas para identificar a exposição de informações pessoais utilizando métodos simples de investigação em fontes abertas.
A apresentação também demonstrará uma ferramenta desenvolvida pelo coletivo SPECTRA que automatiza a geração de notificações extrajudiciais baseadas na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A ferramenta permite que usuários gerem documentos formais para solicitar a correção ou exclusão de dados pessoais mantidos por empresas, direcionando a solicitação diretamente aos encarregados de proteção de dados (DPOs).
O sistema foi projetado com foco em privacidade e minimização de dados: todas as informações inseridas pelo usuário são processadas localmente no navegador, sem envio ou armazenamento em servidores. A iniciativa busca oferecer uma ferramenta acessível de autodefesa digital, especialmente para pessoas que enfrentam exposição recorrente de dados sensíveis.
O SPECTRA é um coletivo de contravigilância e autodefesa digital que desenvolve ferramentas, oficinas e infraestrutura tecnológica voltadas à proteção de comunidades vulneráveis. O coletivo atua de forma voluntária, sem fins comerciais, e já colaborou com organizações da sociedade civil e iniciativas institucionais na produção de materiais e projetos relacionados a segurança digital e proteção de dados.
O objetivo da atividade é demonstrar como a combinação entre investigação de exposição de dados e uso estratégico da legislação pode se tornar uma forma concreta de autodefesa digital e de fortalecimento da privacidade na internet.
O SPECTRA é um coletivo brasileiro de contravigilância e autodefesa digital que atua na interseção entre segurança da informação e direitos humanos. O grupo desenvolve ferramentas, oficinas e infraestrutura tecnológica voltadas à proteção de dados pessoais e à mitigação de exposição digital, com atenção especial às necessidades de comunidades vulneráveis.
O coletivo atua de forma voluntária e sem fins comerciais, colaborando com organizações da sociedade civil e iniciativas institucionais na produção de materiais, projetos e práticas de segurança digital comunitária. O trabalho do SPECTRA busca ampliar o acesso a mecanismos de proteção de dados, letramento digital e autonomia tecnológica