Cláudia Helena dos Santos Araújo
Professora do Programa de Pós-graduação em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT/IFG)
Professora do Programa de Pós-graduação em Educação (IFG)
Pós-doutorado em Estudos Culturais pela Faculdade de Letras (UFRJ)
Doutorado e Mestrado em Educação (PUC-Goiás)
Pesquisadora da Cátedra de Educação Básica Alfredo Bosi (IEA-USP)
Pesquisadora do EDUCA+AI
Sessão
Walter Lippold (PPGH-UFRGS e Coletivo Fanon), Cláudia Araújo (IFG/IEA-USP e Educa+AI) e Guilbert Kallyan(PSC - USP e PSOPOL - USP)
A luta pela soberania digital e popular brasileira, passa pela crítica do monopólio exercido pelas big techs e suas plataformas proprietárias de educação. Nesta palestra vamos apresentar e interpretar dados e documentos oficiais, como a Política Nacional de Educação Digital (PNED, Lei 14.533/2023), o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (2024-2028) e o Referencial para Desenvolvimento e Uso Responsáveis de Inteligência Artificial na Educação (2026). Através da análise de documentos e da realidade educacional do Brasil, denunciamos o poder do colonialismo digital nos sistemas educacionais brasileiros, rumo a uma engenharia reversa da ideologia californiana, que acompanha o tecnosolucionismo no campo da educação. Quando a educação e suas instituições escolares públicas adotam plataformas proprietárias como Google Classroom, Letrus ou qualquer plataforma de aprendizagem adaptativa, somos submetidos ao modelo de negócios das grandes empresas de tecnologias, big techs e edutechs, que fazem venda casada de seus produtos junto com ideologias que exaltam o empreendedorismo, as metodologias ativas, que sugam a pedagogia hacker, esvaziando o seu potencial revolucionário.